Após declarações de Presidente do PT, sessão da Câmara "pega fogo" e até vereadores da situação discutem

Após voto favorável ao governo, Maninho disse que Caio Rocha tinha vantagens e era favorecido pelo atual governo o que causou revolta ao vereador progressista e deu início a um caloroso debate
A Sessão desta segunda-feira, 17, na Câmara de Vereadores "pegou fogo". Após, as declarações do Presidente do PT, Guilherme Abib, dizendo que os vereadores da oposição, principalmente do PDT, não fazem projetos apenas criam fatos e criticam por criticar e dizendo que hoje falam o que querem, mas que no governo passado eram tratados como "arigós" pelo ex-prefeito Rossano fez com que a sessão tivesse de tudo, inclusive um debate acirradíssimo quase ao final dela e que prosseguiu após o final da mesma entre os vereadores da situação Vagner Aloy - Maninho (PDT) e Caio Rocha (PP) e que se não fosse a intervenção da vereadora Karen Lannes (SDD) talvez a acalorada discussão com direito a dedo em riste pudesse resultar em algo mais sério. 
Confira um resumo de tudo o que rolou na cobertura do blog que todo mundo lê:


Cilon Lisoski (PR) - O vereador republicano criticou a oposição enfatizando que toda hora é enviado pedido de informação ao governo, mas que no governo anterior estes sequer tinham resposta, mas que no atual terá, entretanto os mesmos precisam ser mais específicos.
Cilon também falou sobre o parecer do Tribunal de Contas desfavorável as contas de 2011 do ex-prefeito Rossano. "Se souberem o que o ex-prefeito vai ter que devolver vão ficar abismados. Quando eu era oposição, eu dizia, não deram bola", frisou.
Sildo Cabreira rebateu Cilon dizendo que cabe recurso. "O tribunal é muito exigente, do jeito que são, logo não vai ter gestor", comenta.
Cilon novamente se manifestou: "Se gastou meio milhão contratando advogado, dá nisso", concluiu.


Chiquinho (PSDB) - O vereador tucano saudou seu colega de banco e jornalista, Anderson Almeida, desejando melhoras após o acidente do último domingo. Chiquinho também falou das fortes chuvas e parabenizou o chefe da Defesa Civil, o Secretário de Obras, Felipe Abib, pelo trabalho no Azevedo Sodré, para resolver o problema causado pelas chuvas. Chiquinho manifestou ainda sua preocupação com o asfalto da AFUSC, onde já criou uma cratera e alaga muito devido as chuvas.


Adão Santana (PTB) -  O petebista também destacou o acidente sofrido pelo jornalista Anderson Almeida quando este se deslocava para cobrir um acidente em Vila Nova do Sul. Adão também falou sobre os acidentes na BR-290. 
A vereadora Karen Lannes (SDD) disse que é hora de duplicar a 290, o que segundo Adão já foi garantido pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT) faltando apenas uma posição do DNIT.


Marcos Vieira (PSDB) - O vereador Presidente falou sobre o caos em que se encontram as estradas. Vieira diz que recebeu reclamações de Ernani Godoy, do Catuçaba, e Ronildo, do Santa Isabel, quando a situação das localidades.
"A BR-290 está um caos. Este governo do PT não tem planejamento nenhum", explanou.


Sildo Cabreira (PDT) - O pedetista fez uma analogia em tom de crítica a postura do Secretário Guilherme Abib, conhecido como Kiko, e o personagem do SBT. "Kiko é um personagem do Chaves. Kiko é um trapalhão, um palhaço. Só que o Kiko daqui não tem graça nenhuma, o Kiko daqui é raivoso, não tem carisma. Um secretário disse que os vereadores do PDT não trouxeram nada para São Gabriel, mas só eu trouxe 2 carros. Como propor algo se nada é aceito por esse governo. O secretário fala que tem reunião toda a semana com os vereadores, mas eu nunca fui convidado", criticou.


André Lemes (PT) - O petista criticou o fato dos colegas vereadores não votarem projetos importantes para o município e apenas criticarem.
"Lixo tem, buraco tem, a gente sabe, mas também tem vários projetos e os senhores não votam, está parado. Tem o projeto das 12 merendeiras para a Qualiti, pedreiro para a fábrica de tubos. Vocês trancam as pautas. Vamos perder o Frigorífico Marfrig se não renovar o contrato", disse.
O vereador Nenê criticou o acordo que o governo fez com a Qualiti. "O governo faz acordo com a Qualiti sem passar por essa Casa. Nos desrespeita e os vereadores da situação tem que nos representar", frisou.
Sildo também se manifestou e disse que vai votar contra a nova secretaria. "O prefeito que volte a Secretaria Geral de Governo", disse.


Vagner Aloy - Maninho (PDT) - O alvo do pedetista também foi o secretário Guilherme, onde ao invés de ser chamado de Kiko foi chamado em tom de deboche de "Kikú".  
"O "Kikú" diz que não temos proposição se eu sou um dos 3 que mais apresentou projetos", frisou Maninho que hoje estará concedendo entrevista ao programa Bom Dia Cidade, da Rádio São Gabriel, onde estará rebatendo as críticas de Guilherme.
Maninho também falou sobre o repasse de dinheiro que o Marfrig faz a Prefeitura, comentado pelo vereador Cilon. Maninho foi interrompido pelo colega Nenê que sugeriu a criação de uma CPI.
"Não vamos aprovar projeto irregular. Foresta não repassa valores, por isso não mandam fiscais", disse Maninho.
O debate esquentou quando Cilon Lisoski disse que também a favor da CPI afinal o contrato foi pelo governo anterior.
"Quem fez o contrato foi o ex-secretário Binho que, inclusive, vai ser homenageado por vocês. Eu quero ir a fundo nisso", disse.
Maninho criticou a merenda dada pelo atual governo onde, segundo ele, dão bolachinha com manteiga e meio copo de suco.
A questão da merenda também foi levantada pela vereadora Sandra Xarão. Sandra disse que se agora está ruim, imagina no governo anterior onde era dado pipoca e kisuco.


Beka (PDT) - O vereador também iniciou seu pronunciamento criticando o secretário Guilherme Abib. 
"Nunca chamei ninguém de arigó. Acho que esse cidadão não morava em São Gabriel durante o nosso governo. Eu desafio: qual o prefeito mais investiu em habitação e saneamento em São Gabriel?", questionou.
Tão logo, o assunto "Guilherme" veio à tona novamente por Beka, o vereador Nenê fez uma crítica. "O que ele faz é explorar as pessoas do assentamento, fica na porteira explorando as pessoas. É só o que ele sabe fazer: explorar. Isso ele fez a vida toda", disse.


Sandra Xarão (PT) - A petista iniciou sua manifestação criticando a postura da oposição que deu um "clima pesado" para a sessão desta segunda.
"Só no ataque não vamos crescer, vamos ficar sempre com 60 mil habitantes. A população quer desenvolvimento, união. Nos últimos anos o que temos visto é vice que briga com prefeito, esse que troca de lado, briga e mais briga", criticou.
O vereador Marcos Vieira disse que vai mandar um ofício ao prefeito Roque pedindo da parte de seu secretariado respeito com os vereadores.
Sandra voltou a se manifestar para destacar a conquista do convênio água para todos.
"Vai atender o homem do campo. Serão 540 famílias com água pura, em mais uma obra dos governos municipal, estadual e federal. Vamos continuar caminhando a favor da reforma agrária. Este é um investimento de R$ 6 milhões, além de 1600 famílias que estão sendo beneficiadas com alimentos produzidos nos assentamentos. Estes sim são assuntos importantes", destacou.


Néca Bragança (PSB) - A vereadora socialista falou sobre a preocupação com acessibilidade em nossa cidade. "Mesmo com a lei não estamos preparados. O Chiappettão não está preparado e outro ginásios das escolas também precisam de atenção. Vamos entrar com um trabalho para que o Executivo tome providências colocando essas rampas", disse.
Maninho disse que este é um problema que estende há vários anos e Sandra Xarão disse no governo anterior veio um valor de R$ 18 mil para as escolas a fim de fazer a rampa, entretanto, não sabe onde esse recurso foi parar.


Nenê (PDT) - Se o leitor do blog já achou a sessão agitada, o melhor ainda estava por vir quando o vereador Paulo Sérgio Barros da Silva (Nenê) assumiu a tribuna e com um saco plástico onde trazia um saco de suco e bolachinha, a mesma, segundo ele, servida nas escolas. Nenê também não deixou de criticar Guilherme, principalmente pelo fato de seu irmão Álvaro estar na sessão.
"O secretário pediu para o irmão vir assistir, pois bem, aqui está a merenda que é servida nas escolas, onde fui em várias escolas e fotografei. Pão, manteiga, suco. Fiz um levantamento, e isso nos custaria 0,30 por aluno, entretanto nos pagamos 2,90. É incompetência da secretária não mudar o cardápio", disse.
Sandra Xarão disse que realmente não é alimento esta merenda mas que pegaram o contrato que ficou do governo passado.
Maninho ironizou a vereadora dizendo que o contrato foi renovado em junho de 2013. "Que poder tem o prefeito Rossano, pois até hoje ele manda então!", debochou.
Cilon defendeu o governo dizendo que as ações da gestão passada sempre terminaram mal. "A merenda da empresa que vocês botaram tinha até mariola", disse.
Durante a fala de Cilon, Maninho diz que recebeu via rede social uma denúncia de um aluno da Escola Jerônimo Machado que a escola teria ficado sem merenda das 10h às 15h e que em virtude disso, não vai mais ter aula essa semana.
André disse que em 2013 foi gasto 319 mil mensais e servir suco e bolachinha é muito pouco, que vai cobrar da nutricionista e da firma uma merenda melhor.
Nenê disse que de 20 alunos, apenas 5 ou 6 querem a merenda.

RÁDIO - Uma polêmica marcou a sessão visto que a transmissão da rádio Batovi foi suspensa no meio devido ao horário da emissora, o que fez com que fosse suspenso o grande expediente por sugestão do vereador Maninho, visto que não teria mais transmissão ao vivo, o que causou um mal estar, visto que o blog Coluna Ponto de Vista e a TV São Gabriel ainda estavam no local acompanhando a sessão. O Presidente Marcos Vieira disse que vai conversar com a direção da emissora, caso contrário, irá rever o contrato. Uma informação extra-oficial deu conta que, posterior, ao questionamento, a transmissão teria voltado ao vivo.

PROJETOS - Após as explanações foram a vez das votações dos projetos, dentre eles, o que trata da contratação de técnicos do Marfrig, o que teve vitória do governo por 9 a 5, causando assim um mal estar na bancada da situação, visto que Caio Rocha, Chiquinho e Adão Santana votaram com o governo. Os vereadores pedetistas e Karen Lannes se negaram a votar enquanto o projeto do piso do Magistério não vier para a casa.
O vereador Cilon assegurou que na próxima semana o projeto virá para a casa e que o governo irá conseguir pagar. "Se fosse no governo passado não viria. Na próxima semana estará vindo", disse.
O voto com o governo gerou desentendimentos entre os vereadores da situação.
Chiquinho se dirigiu aos colegas de oposição e disse que ninguém definiria por ele o voto. "Eu voto e sempre votei com coerência e agora não seria diferente", disse.
Entretanto, a discussão mais acalorada da noite estava por vir quando o vereador Maninho disse não acreditar que Caio Rocha votaria com o governo visto que, o presidente de seu partido já fora ofendido pelo atual governo. Caio criticou a atitude da oposição. "Sou oposição sim, não sou contra o magistério mas é lamentável não votar bons projetos. Não admito que digam o que eu tenho que fazer", falou Caio em tom de voz alto.
Maninho em tom de deboche, disse que o vereador não precisava gaguejar e que sabia que o mesmo tinha interesses e era favorecido. Caio quis saber que interesses teria. E tão logo, terminou a sessão foi em direção a Aloy com o dedo em riste com os dizeres: "Tu me respeita", falou.
Maninho por sua vez pediu ao vereador que não apontasse o dedo para ele e foi preciso que a vereadora Karen Lannes interviesse para que porventura nada pior viesse a acontecer.
Na manhã de hoje, às 9h, ocorre uma nova sessão plenária e novos embates vêm por aí.

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