Textículos do Mário Mércio

Mário Mércio
Colunista do blog

Negócio da China
Qual é o negócio da China? Qual o negócio do Brasil?
Bem o governo chinês não tapa o buraco da desigualdade social através de cestas básicas, mas planeja um projeto nacional de longo prazo que diminuirá qualquer desigualdade existente no futuro, ao criar empregos e melhores salários ao seu numeroso povo. 
Aqui no Brasil, por exemplo, nossos governantes são focados no curtíssimo prazo, ou seja, até as próximas eleições. Vemos aproveitadores políticos que passam seus mandatos só criticando governos anteriores, em vez de se calarem e trabalharem por esta nação. Basta a gente ligar a TV Câmara ou a TV Senado e lá estão eles com planos mirabolantes criticando o passado, mas se perguntarem o que tem para os próximos vinte anos, calam, pois não possuem nenhum plano.
O governo chinês dá bolsa de estudo para milhares de universitários que vão aprender inglês em vários países e também modernas técnicas, e isso não os desmerece, mas aumenta a grandeza de seu país, que reconhece como língua universal o inglês. Muitos saem da escola média já fluente em inglês e logo vão cursar universidades de prestígio: Yale, Purdue e Columbia. Ao retornar, eles têm a obrigação de atender a um aluno, como mentor, que se prepara para trilhar o mesmo caminho. E o faz com grande alegria e orgulho de seu país. Assim se formam os patriotas: tendo orgulho de sua nação. 
-Em 1983, a China exportou para o Brasil, seis carros—diz o escritor Eduardo Montenegro e completa: --Trinta anos depois, (2013) exportou um milhão de carros, criando milhares de empregos qualificados, diga-se. Só em 2013, a China enviou 500 mil universitários para o exterior. Desses 235 mil foram para os EUA. Esse é o negócio da China. 
Comparando—informa o escritor colunista—Ano passado apenas 10.868 universitários brasileiros fizeram o mesmo caminho. Estamos esperando o quê? 
Podemos nos tornar uma potência ou continuar sendo o eterno paisinho das cestas básicas. 
Todos querem viver num país forte e rico, socialmente justo e sem violência. Assim, para as próximas eleições não voltemos a nos iludir com coisas pequenas e vamos olhar bem nossos candidatos sem fanatismo ou interesses particulares, afinal é a vida de nossos filhos e netos que está em jogo, para um futuro melhor para eles. A nossa barriga pode ficar vazia, mas o pratos deles no futuro certamente será mais farto. Queremos bons PROJETOS, sem revanchismos, pois afinal o que passou não volta mais. Ai sim podemos sonhar com o NEGÓCIO DO BRASIL.