Textículos do Mário Mércio

Mário Mércio
Escritor e Colunista do blog

NOSSA CASA SOMOS NÓS
As casas sempre representaram símbolo de riqueza, fartura e poder. Vimos castelos, palácios, mansões, casarões de famílias tradicionais. Tradicionais porque eram ricas! E muitas dessas riquezas foram benesses do Rei para acompanhar sua política e defender este solo com milícias muito bem pagas. E foi ai que seus sobrenomes começaram a ser valorizados e abrir portas em todos os lugares.
E virou moda querer ser rico sem ser. Ainda hoje vemos pessoas se preocuparem com a fachada da casa, a arquitetura, muito mais do que dentro da casa.
A maioria dos novos ricos, sem nome para ostentarem na sociedade, constroem casas pomposas, luxuosas para serem conhecidos e respeitados.
Não estou falando mal de quem tem casa bonita e pomposa e não esqueço que minha família também era assim. Só que eu não nasci em berço de ouro como já postaram aqui, eu quando nasci já era pobre.
Só que tem uma coisa que ninguém perde, é a mania de ostentar, luxar, competir e querer impressionar os outros! Estou errado? É assim também com carros luxuosos, roupas caras e de marca, etc.
Hoje concluo que as pessoas não faziam suas casas para satisfazer suas necessidades, mas sim para mostrar aos outros. É assim com móveis em casa, por isso a cama, o colchão, quase sempre são pra lá de velhos e ultrapassados porque quase ninguém os vê. 
Mas também já começo a perceber que muitas pessoas estão mudando o seu modo de pensar. Vejo casas mais funcionais, onde sentimos prazer de ficar e estar. Não existe mais a sala que só é usada por visitas. As pessoas estão se dando conta que a casa é para elas e não para os outros, e que aquela plaquinha “Lar Doce Lar” que penduram na porta de entrada, tem um significado muito mais profundo. É ali onde convivemos com nossos entes queridos, sejam parentes ou amigos. É um espaço onde podemos ser nós mesmos, sem aparências, sem exibicionismo. Há anos, prometi a mim mesmo que jamais passaria a vida dentro de um apartamento e sim numa casa, que não fosse grande e nem pequena, porém que não ostentasse luxo e nem grandeza. Minha casa é como um forte, cercada por muros de 3,5 mts e cuja entrada é o portão da garagem. Mas por dentro, me cerquei de tudo que posso adquirir e usufruir com meus filhos, esposa e numerosos parentes e amigos, numa verdadeira confraria.
Minha casa é sua casa, meu amigo!