Textículos do Mário Mércio

Mário Mércio
Escritor, aposentado da SUSEPE e colunista do site

NOSSOS FILHOS E A FÁBULA
Quem tem filho já criados, vai me entender bem. Os filhos não são iguais uns aos outros. Vezes há que nem parecem irmãos. E vezes há que até nos ficamos nesta dúvida, de tão diferentes que são. Dai me lembrei da fábula dos três porquinhos, historinhas que contava a meus filhos ainda no berço. Eles e o Lobo Mau que queria pegá-los. Mas os três irmãos cada um teve uma ideia diferente para se proteger e cada um construiu sua própria fortaleza. Cícero construiu uma casinha de palhas, Heitor construiu a sua de madeira, mas Prático fez a sua de tijolos.
Num belo dia, nem tanto belo assim, Lobo Mau resolveu atacar Cícero e assoprando colocou sua casinha no chão, e ele fugiu e foi se refugiar na casa do irmão Heitor que o acolheu carinhosamente. Lobo Mau insistiu assoprando e não conseguiu derrubar a casa de madeira, mas com pontapés e socos conseguiu que ela se partisse e com medo os dois foram se albergar na casa de Prático que era de tijolos. Ai seria mais difícil, mas não impossível, para um Lobo Mau manhoso e insistente.
Nossos filhos também possuem ideias diferentes de enfrentar o Lobo Mau da vida. Pois sabemos que viver e enfrentar o dia a dia é muito difícil e requer muitas vezes sabedoria e preparo. Não adianta construir uma base fraca, pois qualquer ventinho derruba. E nem se preparar pela metade, pois os problemas aparecerão. O certo é que eles se preparem bem, muito bem, enquanto estão com os pais que os protegem, para depois enfrentarem a vida com mais tranquilidade.
Até mesmo, Prático precisou usar, junto com os dois irmãos uma artimanha para afastar Lobo Mau, esquentando água quente e jogando no Lobo quando este conseguiu entrar em sua casa. A fábula nos mostra que a união faz a força e num mundo como vivemos onde as casinhas nem sempre estão perto, o melhor é nos preparar com amizades boas entre vizinhos, reuniões em prol de nossa segurança e de nossa família. Um bom especialista poderá ajudar a resolver isso, com câmaras de segurança, alarmes e toques de aviso entre vizinhos.
Enfim, é importante que cada pessoa construa a sua fortaleza agregada a fortaleza de seus vizinhos, pois como dizia meu pai, “vizinhos são nossos parentes mais próximos” e é ali que passaremos boa parte ou toda a nossa vida. Façamos como os três porquinhos, ajudemo-nos uns aos outros, nesta fraterna amizade. Um cuida o cachorrinho do outro, outro cede o açúcar que faltou para o café da manhã, e outro quando for na padaria bem que podia trazer pãezinhos também para o vizinho que levanta cedo.
Talvez não estejamos sabendo viver em parceria e amizade com nossos irmãos mais próximos e praticando aquilo que se chama UNIÃO e é ai que o inimigo costuma aparecer, se aproveitando de nossa fragilidade, descuido e despreparo.