Homem se apresentou na tarde desta quarta-feira, mas negou que tenha cometido o crime

Suspeito se apresentou na tarde desta quarta-feira
A Polícia Civil identificou na tarde desta quarta-feira, 02, um homem de 26 anos como sendo o principal suspeito no crime de estupro contra uma mulher. As agressões sexuais aconteceram no começo da manhã de segunda-feira, 30, às 7 horas, na BR-290, quando a vítima ia em direção ao trabalho. De acordo com as investigações, o tarado – utilizando uma faca de cozinha – obrigou a jovem (de 30 anos) a praticar sexo. Ele teria ameaçado de morte a vítima. No dia das agressões, o criminoso sumiu do local em questão de minutos.
O homem, de iniciais D.R., mora próximo ao local do crime. O suspeito foi apresentado por dois advogados no começo da tarde. Desde o princípio, ele negou a autoria. Mas, de acordo com o delegado de polícia, Jader Ribeiro Duarte, o testemunho de familiares atesta o envolvimento dele com as agressões.
A presença de peritos durante a apresentação de D.R. de nada adiantou. O homem se negou a ceder material para exames. A Polícia Civil, no entanto, aguarda o resultado de análises em material (sêmen) colhido da vítima e que foi encaminhado para Porto Alegre.

VÍTIMA CHOROU QUANDO OUVIU A VOZ - Uma pessoa confirmou que D.R. teria saído de casa, por volta de 6h 45min, para pegar um ônibus para Santa Margarida do Sul (onde trabalha como serviços gerais). O rapaz retornou para a moradia uma hora depois alegando que perdera o transporte. Logo depois fez a barba e saiu de casa. Ele ficou distante da residência por um longo período, o mesmo aconteceu durante a noite de terça-feira, quando policiais estiveram no local a sua procura.
Segundo a Polícia Civil, as roupas usadas pelo agressor no momento do crime e descritas pela vítima foram reconhecidas por um familiar. No entanto, estas mesmas roupas não foram mais localizadas. A mochila, que teria sido identificada por uma testemunha, também não foi apresentada.
O delegado de polícia vai pedir a prisão preventiva do suspeito. Conforme Jader, está evidenciada a participação dele no crime e o que dá convicção à Polícia são as declarações dos familiares.
A jovem, desde os primeiros momentos, quando foi socorrida, disse que não teria como identificar o agressor olhando para o rosto. Ela afirmou, no dia, que poderia ser um homem moreno, estatura mediana e com barba. O único fator que ficou marcante, disse ela em depoimento, foi a voz. Segundo a Polícia, o tarado chegou por traz da vítima e falou que a mataria se ela não lhe obedecesse.
Foi necessário montar um esquema diferenciado para realizar o processo de reconhecimento do agressor. Quatro homens foram colocados lado a lado. Entre eles, o suspeito. Foram momentos de tensão.
A vítima, olhando apenas por uma parte da porta do setor de investigações, ouviu os quatro elementos pronunciarem a mesma frase dita pelo agressor. Conforme o delegado, quando ouviu a do suspeito, ela chorou e disse que era muito semelhante. Ela chegou a pedir que ele retornasse e repetisse a frase.
Toda a movimentação na Delegacia de Polícia foi acompanhada pela mãe e irmão do suspeito. Ele deixou o local no começo da noite acompanhado dos familiares e dos advogados sem demonstrar preocupação. Pelo contrário. Chegou a parar e virar para que a reportagem fizesse fotos. O material, no entanto, não pode ser publicado, assim como o nome do acusado. Segundo a Polícia Civil, apesar das evidências, o caso ainda continua em investigação.

SÃO DUAS VÍTIMAS. UMA ESCAPOU.
Outra mulher, de 23 anos, conseguiu escapar da violência. A jovem foi atacada no dia 12 de junho, por volta de 21h 30min, antes de chegar a sua residência próximo ao Estádio Municipal. Por foto, ela reconheceu D.R. como sendo o agressor, mas, durante o reconhecimento visual, não teve a mesma certeza.
A vítima teve sorte e conseguiu agir com rapidez. Ela conta que mordeu o agressor e por isso conseguiu escapar.
O suspeito tem ficha criminal, mas nenhuma das ocorrências estão relacionadas a crimes sexuais.

Fonte: N1 notícia