Saúde realiza Dia de Mobilização e combate à hepatite

A Secretaria Municipal da Saúde, através do setor de Vigilância Epidemiológica, realiza na segunda-feira, 28, a etapa municipal do Dia Mundial de Combate à Hepatite. As atividades acontecerão no Posto Central, em frente ao Hospital de Santa Casa de Caridade, entre 8h e 17h. Estarão à disposição da comunidade equipes com enfermeiros, técnicos e auxiliares de Enfermagem. Além disso, a população poderá solicitar informações pelos telefones 3237-1360 e 3237-1361. De acordo com a enfermeira Maria Edite Antoniazzi serão disponibilizados testes rápidos para Hepatites B e C e vacinação para a do tipo B. Mais do que imunizar, o setor quer trabalhar a conscientização e orientação da população. Hoje, segundo a enfermeira, a cada 30 pessoas, uma tem o vírus da hepatite.
O Dia Mundial de Combate à Hepatite proporciona uma oportunidade para concentrar esforços em ações para o fortalecimento da prevenção e controle das hepatites virais assim como de doenças relacionadas, estendendo os programas de vacinação para a hepatite B e integrando estes programas em políticas públicas de imunização. Além disso, o dia facilita a coordenação de uma resposta global contra as hepatites, estendendo o acesso ao tratamento.
Se não for tratada ou controlada a hepatite B ou a hepatite C podem levar a um estado avançado de danificação do fígado (cirrose) e outras complicações, incluindo câncer de fígado e insuficiência hepática. Embora muitas pessoas se preocupem mais com a AIDS do que com as hepatites, a realidade é que todos os anos 1,5 milhão de pessoas morrem ao redor do mundo devido à hepatite B e à hepatite C, o que representa um número superior as mortes por HIV/AIDS.
Essas duas doenças são transmitidas pelo sangue contaminado e a hepatite B tem mais um agravante: é sexualmente transmissível. Para evitar a doença é preciso usar preservativos e não compartilhar objetos cortantes, como alicate e lâmina de barbear.
HEPATITES - Consideradas doenças silenciosas as hepatites virais nem sempre apresentam sintomas. No Brasil, milhões de pessoas não sabem que são portadoras do vírus que ataca o fígado. Os vírus mais comuns são do tipo B e C, e provocam cansaço, dor abdominal, fezes claras, peles e olhos avermelhados, febre, tontura, enjôo e/ou vômitos, além de urina escura.