Textículos do Mário Mércio

Mário Mércio
Escritor e colunista do site

GREVES E MAIS GREVES
Cada um pensa o que quer, fala o que pode e faz o que deve.
Mas greve é uma coisa que não deveria existir. Uma cidade ocupada por grevistas não é uma cidade normal. Ontem na Borges em POA vi o DMLU em greve. Ora, lixeiros em greve é uma porcaria literalmente. Olhando para os grevistas senti que eles se achavam heróis. Pediam adesão da população, como se fosse normal se conviver no meio do lixo.
E isso não é omissão, nem indiferença, é um fato político. Alguma coisa não está funcionando no status político da cidade quando há greves assim, ou de médicos, ou de transporte, etc. Pode ser até falha dos sindicatos, alguns relapsos com seus associados.
Os grevistas são minorias que prejudicam a maioria, com a complacência do governo e da justiça. 
Com o advento da Copa há a motivação radical impressionista. Ser radical nunca foi boa ideia.
A política institucionalizada vive do presente e se nutre pela força, sem compromisso. A resistência dos grevistas se nutre pela exigência de compromissos acertados e não cumpridos, porém sem ética, absolutos e irreais. Ética seria respeitar a população infinitamente maior. A população não pode fazer greve, assim como o aposentado ou pensionista, o velho, o doente, a criança, o usuário em geral. Esses são as maiores vítimas, dos que querem ajeitar suas vidas ás custas da maioria desamparada. 
Ninguém faz história a custo do abandono, da injustiça e da desgraça alheia. 
Greve, decididamente, não deveria existir, porque é um mal desnecessário, pois todo grevista tem seu sindicato, suas associações de classe, que devem estar atentos, negociando, para o bem corporativo. Quando isso falha, é como no futebol, trocam o técnico. Trocar o dirigente relapso, incompetente é melhor que fazer greve.
A população, no seu íntimo, torce sempre pelo mocinho da história, do desfecho, e neste caso, os grevistas são sempre os bandidos, não há como torcer por eles. Pense nisso!