Educação desenvolve atividades para melhorar o atendimento ao aluno com necessidades especiais

Em São Gabriel a Secretaria Municipal de Educação (SEME) iniciou o segundo semestre de 2014 com mais de 200 alunos com necessidades especiais inseridos em salas regulares. Deste número, 120 participam de atividades em Salas de Recursos (SR) em 16 instituições de ensino da cidade. O processo começou a ser efetivamente desenvolvido no Município no ano passado quando o Governo Municipal, por determinação de lei, oficializou parceria com a Associação Pró-Down. A instituição passou a funcionar na sede da antiga Escola Especial Nossa Senhora da Graças e os estudantes dela passaram a ser atendidos em dois turnos. Em um deles crianças, jovens e adolescentes se juntaram a outros alunos e começaram vivenciar a rotina do ambiente escolar.
Para melhorar o atendimento a esse novo público a SEME tem organizado atividades de aperfeiçoamento para professores. Um exemplo disso são as palestras sobre Formação Continuada e Atendimento Educacional Especializado (AEE) realizadas no mês passado na Escola Carlota Vieira da Cunha com a presença de profissionais que atuam nas Salas de Recursos (SR) do Município. A secretária de Educação, Nilvanês Jobim, disse que a formação dos educadores beneficia todas as escolas que atendem os alunos inclusivos.
Responsável pela organização das atividades a professora Jaqueline Pinheiro (chefe do Setor de Inclusão da SEME) explica que o processo de formação surgiu com o interesse dos próprios professores em adquirir mais conhecimento. “Eles querem se aprofundar num estudo completo sobre as deficiências. A professoras, em grupos, se reúnem e estudam o que há de mais moderno e atualizado e apresentam aos outros grupos do AEE. As professoras que são das salas regulares, que possuem alunos com a deficiência, e supervisores de escolas também são convidados a participar”, argumentou.
As apresentações consistem em conceituar as deficiências, Transtornos Globais ou altas habilidades. Para isso, são feitas perguntas e avaliadas as respostas: quem é esse aluno? Que atividades propor para esse aluno no AEE? Que recursos que esse aluno necessita? E que atividades propor ao professor da sala de aula regular?
O primeiro encontro tratou especificamente da Deficiência Visual e teve como responsável a professora Zélia Maria Borges, que atua na Sala de Recursos para Deficiência Visual na Escola Carlota Vieira da Cunha.
O Atendimento Educacional Especializado (AEE) é um programa da Secretaria Municipal de Educação oferecido aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação. Para tal, devem ser oferecidas ao aluno serviços e estratégias que venham a possibilitar a sua participação efetiva na sociedade, tendo pleno desenvolvimento da aprendizagem.