Trevo de acesso ao Bom Fim agora irá se chamar Gabriel Dotto

Através do Projeto de Lei nº 78, de 10 de julho de 2014, de autoria da Vereadora Sandra Maria Borges Xarão Teixeira, fica denominado de Gabriel Dotto, o trevo localizado após a ponte do Rio Vacacaí em direção ao Bairro Bom Fim, que divide as ruas Manoel Antonio de Macedo e Desembargador Tito Prates.
A vereadora destaca que a homenagem deu-se pelo fato do Sr. Gabriel ser uma figura de grande estima da nossa comunidade. 
"Esta é uma singela forma de imortalizar a figura de um homem que residiu praticamente toda a sua vida no Bairro Bom Fim", destaca Xarão.
Gabriel Dotto nasceu em 22 de junho de 1918, em Vale Vêneto, distrito de Cachoeira do Sul, hoje Município de São João do Polêsine, 4ª Colônia da imigração Italiana, filho de Carlos Miguel Dotto e Angélica Pivetta Dotto.
Em meados de 1950 veio para São Gabriel com sua família, sua esposa Albina Venturini com quem teve 11 filhos. Infelizmente em 2 de abril de 1957, Albina faleceu repentinamente. Após muito sofrimento pela perda de sua primeira esposa, Gabriel casou-se novamente com Amélia Bortoluzzi, com a qual teve mais 5 filhos, totalizando 16 filhos, todos vivos até hoje.
Quando veio para São Gabriel, Dotto instalou-se no bairro Bom Fim onde montou sua oficina mecânica, dando assistência ao maquinário dos plantadores de arroz. Como mecânico torneiro atendia a os agricultores colocando a disposição de todos os seus conhecimentos e habilidades, que por décadas foram muito solicitados pela sua grande competência. Já residiam no Bairro Bom Fim os parentes Angelo e Matilde Dotto, sendo eles a intermediarem a compra da chácara do seu Honorinho, onde além de instalar a oficina mecânica, Gabriel e a família também dedicaram-se ao cultivo de hortaliças. A referida chácara foi loteada entre os filhos, se constituindo na hoje conhecida “Vila Dotto”. 
Gabriel residiu na Vila Dotto até o final de sua vida, ocorrido em 11 de maio de 2013, aos seus 95 anos. Seu maior legado foi o de sempre ajudar ao próximo, indo socorrer as lavouras e ensinando gratuitamente o seu ofício a quem quisesse aprender. Ele foi um homem religioso, fiel a Deus, e a igreja e que sempre se fazia presente nas missas de domingo.