Textículos do Mário Mércio

Mário Mércio
Escritor e colunista do site 

SOMOS IDIOTAS? 

Voto consciente, festa da democracia, direito ao voto, são palavras de efeito e quiçá muito bonitas, até para ser pronunciadas. Mas pensemos um pouco: não são palavras estranhas aos nossos ouvidos? Será que são verdadeiras? 
Hugo R. Lengert, nos alerta: festa para democracia está mais para halloween, só que eles pedem doces e aqui pedem votos, com o sentimento de travessura também, pois pedem prometendo algo que já sabem não poderem cumprir. 
Só que as crianças do halloween batem em nossas portas e os nossos candidatos invadem nossa casa, nossa TV, nossos jornais, revistas e nossa caixa de correspondência e até o para-brisa de nosso carro é invadido.
Voto consciente? Consciente de quê? Da besteira que posso fazer ao me influenciar pelas loucuras que dizem...Me deixando envolver, inclusive por jingles insuportáveis. É muita manipulação de emoções. Não dá para participar nesta festa da democracia assim....Como pede a imprensa. Claro, somos responsáveis e seres políticos, nos dizem diariamente. Mas está difícil ser cidadão neste país. Os poucos verdadeiramente honestos devem estar achando que somos apolíticos ou alienados, mas não é isso, somos apenas cidadãos, como muitos, milhões, desiludidos, com direito a dar nossa opinião, extravasar nossos sentimentos.
Direito ao voto? Se fosse realmente um direito, não seriamos OBRIGADOS a votar. Piada. Devia ser facultativo como nas maiores nações do mundo. 
O cenário político é triste, essa é, desculpem, a opinião geral. Nunca em nossa história houve tanta desilusão com a classe política. Nunca houve tanta decepção e tanta roubalheira. 
Tem um livro de Mario Sergio Cortella, que fala sobre a inversão do conceito original de idiota. A expressão idióte, em grego, significa aquele que só vive a vida privada. E que diz não à política. Logo, somente os idiotas não querem se meter na política, nos diz ele. Dá o que pensar! 
Mas apesar de todo descontentamento, vamos tentar escolher bem para não sermos idiotas. 
Ninguém merece!