Educação do campo é tema de seminário realizado pela unipampa com apoio da secretária de educação

Cursistas de São Borja e São Gabriel, representando as escolas do campo dos dois municípios, participaram do 1º Seminário Integrador do Curso de formação continuada “Educação do Campo, refazendo os caminhos na região do Pampa”, realizado no sábado passado, entre 8h30 e 12h e 13h30 e 17h30, no auditório da Escola Estadual XV de Novembro. O evento, organizado pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), teve apoio e colaboração da Secretaria Municipal de Educação de São Gabriel. 
O debate foi realizado pela professora Isabela Camini, educadora e pesquisadora do Movimento Sem Terra (MST), e teve o apoio da professora Merli Leal Silva, responsável pelo projeto em São Borja, responsável pela mediação. O encontro contou com atividades diferenciadas e serviu para integrar as turmas dos campi São Borja e São Gabriel. No turno da tarde, a professora Lydia Brasil apresentou um diagnóstico sobre a educação local. Educadores da Escola Maria Manoela, da Região de Azevedo Sodré, trouxeram alimentos produzidos por pequenos produtores do Assentamento Guajuviras, o mais antigo de São Gabriel. Os produtos - pães, queijos e doces - foram degustados durante o intervalo da palestra.
A formação continuada já teve quatro encontros, e a previsão é de que se estenda até maio de 2015. O curso é realizado como ação de extensão da Universidade em parceria com o Ministério da Educação (MEC). As aulas acontecem em turmas nos campi São Borja e São Gabriel da Unipampa.
De acordo com a professora Lydia Assis Brasil Valentini, responsável pelas escolas do interior, a Educação no Campo é uma proposta que rompe o modelo da cidade, tendo como principal objetivo evitar o êxodo. “A ideia a fazer com que o filho do camponês mantenha a tradição de seus, transmitindo os conhecimentos aprendidos sobre a vida no campo com dignidade e respeito”, explica.
Segundo ela, o processo leva em conta as necessidades do povo que ali vive suas memórias, herança cultural, sonhos e esperanças. “Devemos, portanto, adotar uma política de educação no campo que proteja um país de direito para todos de fato. A Educação do Campo é um tema atual de discussão, uma luta, uma busca por ensino de qualidade e igualdade de oportunidades”, finalizou.