Marco Aurelio Weber comenta...

Marco Aurelio Ricciardi Weber
Colunista do site

A LUTA SINDICAL PASSA PELOS PARTIDOS, SIM !!!
Recebo várias manifestações - notadamente das bases do interior, das quais saí e como homem de fronteira, das pequenas e das médias Comarcas, disso me orgulho profundamente - no sentido da suposta partidarização do nosso SINDJUS – SINDICATO DOS SERVIDORES DA JUSTIÇA DO RS, ao qual represento como dirigente máximo.
Quero, através deste blog e de todos os outros meios que me dispõe a moderna tecnologia da informação, dizer a sociedade gaúcha, a todos os colegas, companheiros de luta e de ideais, que tal prática, condenada com veemência através das nossas propostas vitoriosas na última eleição sindical, não está e jamais será utilizada enquanto esta diretoria estiver à testa da executiva da entidade.
O que está ocorrendo, na verdade, é uma aglutinação das forças políticas em torno das demandas da categoria e, como não poderia deixar de ser, das próprias demandas da sociedade como um todo.
Não podemos, e isso é uma convicção pessoal, prescindir de todas as correntes políticas realmente comprometidas com a sociedade brasileira.
Igualmente, seríamos hipócritas, o que em definitivo não é uma característica minha ou do corpo diretivo, em dizer que não temos, extra sindicato, os nossos próprios partidos.
É assim com o Davi Pio, com o Fabiano, com a Carmen e comigo, que sou PSB de carteirinha, filiado aos quadros partidários e, inclusive, tendo sido candidato a mandato político na minha cidade, São Gabriel, Terra dos Marechais.
Mas, porém, todavia e, contudo, a não ser em prol do que se pretende para a nossa categoria, nenhuma atividade partidária adentra ao ambiente sindical. Isso é um compromisso e um dever absoluto de lisura e de respeito às nossas bases, especialmente as do interior, avessas a essas práticas, por vezes oportunistas personalistas.
O ato da última sexta-feira contou com a maioria de políticos pertencentes ao PSOL, casos de Fernanda Melchiona e do recém eleito Pedro Ruas, autor da moção de apoio na Câmara de Verreadores de Porto Alegre, que mobilizou mais ainda a sociedade contra o auxílio moradia concedido aos magistrados, todavia, estavam lá Sofia Cavedon, do PT, e Vera Guasso, do PSTU, assim como estarão em breve, políticos do PSB e até mesmo do PSDB, todos engajados, por convicção pessoal, a essas lutas que, ao seu desiderato, servem para fortalecer e servir ao bem estar da sociedade brasileira, garantindo a provando, através dessa heterogeneidade de forças e de ideologias, a real intenção de lutar por causas comuns e muitíssimo acima de interesses pessoais ou partidários.
Levo a todos essa manifestação, respeitando opiniões e convicções, como sempre tenho feito, porque me senti no dever de esclarecer o real sentido da nossa atuação presente e futura.