Textículos do Mário Mércio

Mário Mércio
Escritor e colunista do site

ANIVERSÁRIO, PODE SER UM “SACO”.
É comum colegas, amigos e notadamente parentes quererem festejar nosso aniversário. Isso sabemos desde a infância, quando as comemorações aconteciam com grande curtição de nossos pais principalmente, com humor e alegria. Bandeirinhas e cartazes de nossos super-heróis. Mas sempre no seio da família, rodeado de parentes e amigos mais chegados. À hora de apagar a velinha que não apaga e a cara de surpresa que a gente fazia, assoprando, assoprando sem parar. Depois as palmas e a velha canção: parabéns a você, nesta data querida...Mas e depois que crescemos?
Depois vira em almoço ou jantar especial, quiçá um churrasco, regado a cerveja, vinho, etc., com nossos primos, tios, padrinhos, alguns bons amigos mais chegados e não raro o bolo tradicional.
Mas a vida é, às vezes, engraçada e os festejos não param por aí. Agora trabalhamos numa empresa, numa repartição pública ou somos uma classe profissional e surge de repente aquela festa arranjada, fora do dia de nosso aniversário. Meio sem jeito, cantamos, batemos palmas, ficamos em pé atrás da mesa olhando para aquele bolinho ali na nossa frente até que alguém mande: --Corte! E logo começa aquela chatice dos “parabéns” novamente, como se fôssemos criança.
Sou absolutamente cético com essa mania de tratar colegas, empregados, como se fossem crianças, ou débeis mentais. Palminhas, beijinhos, “parabenzinhos”...Mas é assim mesmo o que acontece em determinadas cerimônias que a convenção social impõe, com plaquinha e tudo mais. E logo um grita: -- Fala, fala....
Mas tem gente tímida, que tem horror a falar em público. E daí?
Pessoas têm sentimento, têm maturidade, precisam ser tratadas como seres pensantes. Têm de participar de cerimônias sim, mas que elevem seu espírito, que agreguem valor ao motivo da comemoração, onde sinta-se á vontade e receba cumprimentos sinceros e não protocolares. Cerimônias nas quais a energia reinante seja natural, espontânea, e não resultante de um roteiro, uma regra, um modelo exaurido.
Mas sempre foi assim!
E, se sempre foi assim, deve estar certo!
Pois é...
Então vamos lá:
--Quem será? Quem será? O próximo daqui que vai aniversariar?