Veto do próprio orçamento pelo Prefeito Roque gera críticas da oposição. Governo explica o fato

Vereadores da oposição como Vagner Aloy (Maninho) e Paulo Sérgio Barros (Nenê), do PDT, analisaram veto do prefeito
Recentemente, o Prefeito Roque Montagner vetou o Projeto de Lei nº 153/14 que trata sobre o orçamento do município para o exercício de 2015, sob a alegação de que o Poder Legislativo teria rejeitado os Projetos de lei nº 151 e 152/14 que altera o Plano Plurianual 2014/2017 e altera a LDO 2015.
A decisão gerou questionamentos e fortes críticas dos vereadores da oposição que classificaram como "confusa" a decisão do prefeito de vetar o próprio orçamento.


Segundo o vereador Vagner Aloy Rodrigues, do PDT, a alegação do prefeito não tem motivo visto que as obras como a academia ao ar livre em frente ao INSS, dentre outras, já foram iniciadas e algumas até concluídas.
"Pretendemos derrubar o veto na terça-feira na sessão extraordinária", disse Aloy
Já o vereador Cilon Lisoski diz suspeitar de irregularidades nas obras. "Este caso do veto é um caso inusitado e sem precedentes que merece ser matéria na imprensa nacional. O prefeito vetou até o projeto de lei do orçamento 2015 que foi elaborado pelo mesmo, ou seja, ele elaborou o projeto de lei e ele mesmo vetou", enfatizou Lisoski.
Hoje pela manhã, alguns vereadores da oposição estiveram reunidos no gabinete do Presidente Beka para estudar as ações a serem tomadas. Na ocasião, também foi estudado o projeto que modifica as áreas verdes, sendo analisado a sua constitucionalidade e a denúncia de obras irregulares aprovadas pela prefeitura. A sessão da próxima terça-feira promete ser quente.

EXECUTIVO DIZ QUE A CULPA DO VETO É DOS PRÓPRIOS VEREADORES
Luiz Pires diz que aguarda posição
dos vereadores
O Coluna Ponto de Vista também ouviu representantes do Executivo Municipal para saber qual a posição da Prefeitura perante a manifestação crítica de seus opositores.
O chefe de gabinete Luis Pires diz receber as críticas com tranquilidade e diz que a oposição sim que está confusa.
"Veja bem, para que a comunidade saiba, esses dois projetos rejeitados por eles trazem ganhos importantíssimos para a população gabrielense, como a informatização das UBS, a manutenção da clínica da dor, a academia ao ar livre, a reestruturação e revitalização do Parque Tradicionalista, a restauração do Museu Gaúcho da FEB e, pasmem, o primeiro emprego municipal e o plano de carreira do funcionalismo e eles rejeitaram. O prefeito vetou porque quando mandou o orçamento para a Câmara eles ainda não haviam votado estes projetos. E se votaram contra, não tem porque ele não vetar. Ele fez isso para que a Câmara corrija o erro. Ou eles derrubam o veto, ou retiram as ações do orçamento. Eles (vereadores da oposição) cometem erro, atrás de erro", disse Pires.
O chefe de gabinete disse ainda que o governo é transparente em suas ações. "Eu gosto de ver que eles criticam, mas não citam que nos mandaram duas emendas tirando R$ 500.000,00 do jurídico e passando para a Câmara, onde o orçamento deles passou de R$ 4.800.000,00 para R$ 5.400.000,00, além disso, foi diminuído para 7% o índice de suplementação do município", disse Luiz.
Sobre as obras como a academia ao ar livre, o chefe de gabinete disse que existiam recursos da união para que fossem feitas e não precisaria do orçamento do município para dar seguimentos as mesmas.
Em relação ao projeto das áreas verdes, Luiz Pires disse que ontem à noite, o Secretário de Obras, Felipe Abib, esteve reunido com moradores para tratar do assunto que envolve a regularização fundiária de áreas verdes e loteamentos irregulares da cidade.
"Estamos fazendo tudo da forma mais correta possível e isso acaba preocupando quem faz oposição", finalizou.