Morte do dia 1º tem relação: Por não ter matado, John Lennon acabou morto

O assassinato do jovem John Lennon Dias de Freitas, de 24 anos, ocorrido no final da madrugada desta segunda-feira (09), na zona norte de São Gabriel, tem relação direta com o crime ocorrido no dia 1º de janeiro deste ano e que resultou na morte de Maicon Vasconcelos Mendes, de 19. De acordo com depoimento de uma testemunha, Freitas deveria ter assassinado o autor das agressões, identificado como sendo Alex Sandro Machado Nunes, de 21, conhecido pelo apelido de Leco.
A Polícia Civil está certa de que se trata de uma briga de gangues. No momento que John Lennon não realizou a vingança, os companheiros decidiram acabar com a sua vida.
O crime aconteceu na residência 2053 da Rua José Ferreira Cardoso, no Bairro São Clemente, por volta de 4 horas da madrugada. John Lennon foi morto com 49 facadas.
A residência pertence a Gilmar Soares Guerreiro. Ele, no entanto, não é tratado como cúmplice, é apenas pai de um dos envolvidos. A Polícia Civil confirmou a participação de quatro elementos no crime, sendo três adolescentes e um maior de idade. Durante todo o dia foram realizadas diligências, mas até o final desta tarde, nenhum dos criminosos havia sido encontrado.
John Lennon foi morto com requintes de crueldade. Apesar das inúmeras perfurações de faca, o corpo do rapaz foi colocado em um saco de plástico e arrastado por via pública.
Para facilitar o deslocamento para o local de “desova”, os bandidos atalharam um terreno que liga o prolongamento da Rua Barão do Cambai com a Rua Nery Bittencourt, no Bairro São Gregório. Não foi difícil passar pela propriedade, uma vez que, no local, mora um dos criminosos.
Um rastro de sangue se formou do local do crime até a sarjeta onde foi deixado o corpo. Depois de descartar a vítima, os bandidos retornaram para a casa e começaram a encobrir os pontos onde o sangue era mais evidente com terra e areia.