Prefeitura lança projeto piloto em duas escolas do campo com salas de educação infantil

Duas escolas do campo implantaram, este ano, salas de educação infantil para atender crianças de 4 e 5 anos. O projeto piloto da Secretaria Municipal de Educação (SEME) de São Gabriel começou a ser desenvolvido - em tempo integral, três vezes por semana - na Escola Maria Manoela, no Azevedo Sodré, e, apenas no período da tarde durante toda a semana, na Escola João Giuliani, na localidade de Formosa. Inicialmente, 23 crianças estão sendo beneficiadas. A proposta da SEME é estender o atendimento as demais escolas do interior do Município. 
De acordo com o prefeito Roque Montagner, a medida antecipa uma exigência do Governo Federal, que publicou em abril de 2013, no “Diário Oficial da União”, a lei número 12.796, alterando a lei que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. O texto mudou o artigo 6º tornando "dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das crianças na educação básica a partir dos 4 anos de idade". A matrícula dessas crianças pequenas deve ser feita na pré-escola. Estados e municípios têm até 2016 para garantir a oferta a todas as crianças a partir dessa idade. 
Conforme o prefeito, até o próximo ano, todas as escolas do campo vão estar preparadas para receber essa nova modalidade de alunos.
A diretora da Escola Maria Manoela, professora Maris Motta, disse que a medida agradou os pais. "Não estamos enfrentando problemas de adaptação, até porque, os alunos são da comunidade que fica próxima à escola e, por isso, também não enfrentamos problemas de transporte. Além disso, as mães estão acompanhando as crianças em sala de aula nestes primeiros dias", explica. 
A Escola está atendendo duas turmas (Pré A e Pré B). "É o primeiro aprendizado. As crianças começam a conviver em grupos e melhorar essa convivência", comenta. 
O atendimento à criança deve ser de, no mínimo, 4 horas diárias para o turno parcial e de 7 horas para a jornada integral. E a pré-escola deve fazer um controle de frequência destas crianças, exigida a frequência mínima de 60% do total de horas. Outra novidade no texto da Lei foi a inclusão de "consideração com a diversidade étnico-racial" entre as bases nas quais o ensino será baseado.