Servidores Municipais paralisam atividades em São Gabriel. Prefeito Roque diz que líderes são pessoas ligadas a opositores

Em reunião, prefeito Roque diz que os líderes do movimento são pessoas claramente identificadas com o ex-prefeito
A decisão de paralisar as atividades nos órgãos públicos municipais, na quinta-feira (14), foi acatada pela maioria dos servidores do Município. A mobilização – que pede a garantia do Piso Nacional dos Professores Municipais, a implantação do Plano de Carreira e o aumento do Vale alimentação – foi decidida em assembleia geral realizada no final de abril na Câmara Municipal de Vereadores.

“Os professores enfrentam diariamente o desafio de formar os cidadãos de São Gabriel. O Poder Executivo enviou ao Legislativo um projeto ilegal, que praticamente propõe o fim do piso municipal, conquistado com muita luta”, disse, em nota, a Comissão Permanente de Negociação.
Embora os números da mobilização seja incertos – o Sindicato alega que cerca de 400 pessoas aderiram, enquanto a Prefeitura alega que a mobilização não atingiu 8% do funcionalismo em frente ao prédio municipal, essa quantidade ainda foi menor nesta sexta-feira.
Servidores Municipais se manifestaram em frente a Prefeitura exigindo melhores condições
Em assembleia, na noite de quinta-feira, a classe resolveu manter a mobilização. O prefeito Roque Montagner, que estava no interior do Município, teria anunciado uma reunião com os representantes da classe para o final da tarde, mas o encontro acabou não acontecendo.
O prefeito Roque Montagner disse que reconhece a legitimidade das reivindicações, mas descordou com a forma que o assunto está sendo tratado. “Tem pessoas que estão interessadas em fazer política, ao invés de buscar verdadeiramente conquistas para a categoria. Os líderes do movimento são pessoas claramente identificadas com o ex-prefeito e estão inseridas no movimento com o intuito de conturbar”, disse ele.
O chefe de gabinete, Luis Pires, criticou os abusos. Segundo ele, os manifestantes deslocaram uma caixa de som para o interior do prédio da prefeitura e uma mulher (a identificação não foi autorizada) teria chutado a porta que dá acesso ao gabinete.
Em nota de esclarecimento, a Comissão Permanente de Negociação disse que em momento algum houve vandalismo dentro do Palácio Plácido de Castro. “Os servidores adentraram sim ao prédio, mas no intuito de serem ouvidos. Em momento algum as portas do gabinete foram chutadas. Repudiamos qualquer forma de vandalismo, e acima de tudo, respeitamos a instituição que paga nossos salários. Repudiamos também, as declarações inverídicas que tentam a todo o custo, desmoralizar a nossa mobilização atrelando questões políticas a um movimento que é ordeiro, pacífico e limpo”, esclarece.
De acordo com a Comissão, a comunidade tem se demonstrado favorável aos servidores. “Constatamos centenas de manifestações de apoio durante as caminhadas do dia 14”.
Segundo a classe, hoje há uma defasagem salarial de 380%, mais de 600 servidores, incluindo os motoristas da saúde tem seus salários básicos fixados abaixo do mínimo nacional. “Queremos respeito. Em momento algum foi sugerido o desvio de verbas da saúde para o pagamento de servidores. Conclamamos que a população seja esclarecida e não enganada!”, comentou em nota a Comissão.
Neste momento, uma Comissão participa de reunião com o prefeito e secretário na Prefeitura Municipal.