EX-PREFEITO BALBO PRESTA ESCLARECIMENTOS À CPI E APOIA TRABALHO DOS VEREADORES

Com a finalidade de prestar esclarecimentos sobre a Lei criada em 2008, que previa a doação de uma área localizada a margem da BR 290 para a Apicultura Jobim, o ex-prefeito Balbo Teixeira compareceu a CPI da Doação, na manhã desta segunda-feira (1), e disse que "se a lei fosse cumprida o terreno teria que ser devolvido ao Município e não vendido, pois a sua finalidade não foi concluída". Balbo salientou que os seus sucessores erraram ao fazer a doação e dado anuência numa venda, garantindo que a empresa havia cumprido todas as exigências previstas na norma. De acordo com a lei, a empresa teria que gerar emprego e renda, sob pena de retrocessão ao Município, o que não foi feito. 

O ex-prefeito apoiou o trabalho realizado pela Câmara Municipal, na busca de esclarecimentos sobre esse fato denunciado pelo advogado Flávio Munhoz e pediu que os responsáveis pelas irregularidades sejam responsabilizados. "Eu cometi alguns erros, mas nunca fui responsabilizado por improbidade administrativa. Quando se trata da coisa pública, ela tem que ser feita com tranquilidade, buscando apurar as responsabilidades', acrescentou.
Balbo Teixeira foi questionado pelos vereadores Cilon Lisoski, Sandra Xarão, Dorian Bragança, Marcos Vieira e Paulo Sérgio da Silva (presidente da CPI). O ex-prefeito explicou que não pode comparecer anteriormente, pois estava se recuperando de uma cirurgia, mas colocou-se à disposição da CPI para esclarecer o que previa a lei, criada durante a sua gestão. "Uma coisa é certa: o terreno é do Município, porque o que a Lei determina não foi cumprido", ressaltou. Ao ser perguntado o que faria, se ainda fosse prefeito, Balbo foi enfático: o terreno sofreria retrocessão para o Município, de acordo com a lei.
Balbo Teixeira foi o único a ser ouvido nesta segunda-feira. O ex-secretário de Obras do Governo Rossano, Benedito Franco, não pode participar da reunião. Ele informou que já havia agendado compromisso em São Paulo. Franco, no entanto, se colocou a disposição da CPI para uma nova data.
O presidente da CPI da Doação, vereador Paulo Sérgio Barros da Silva (PDT), admite que o prazo para conclusão do relatório está ficando limitado. Ele chegou a cogitar a possibilidade de encaminhar um questionário para Benedito (e para Rogério Estrázulas, representante do SN Estrázulas) e anexar as respostas ao relatório.
A vereadora Sandra Xarão (PT) descartou está alternativa. Segundo ela, Benedito Franco é vital para a conclusão dos trabalhos. “Ele tem muito o que esclarecer. Precisamos saber, por exemplo, quem deu autorização a ele para permitir o início da obra (na área doada) sem escritura do terreno. É muito importante ele ser ouvido”, disse a vereadora.
Rogério Estrázulas também não pode participar. O empresário informou que já havia assumido compromissos. No documento encaminhado ao Poder Legislativo, Rogério informa que foi apenas o procurador da empresa SN Estrázulas para a compra do imóvel, sendo responsável seu pai, Sílvio Eduardo Estrázulas.
Uma nova reunião da CPI acontecerá nesta terça-feira. A ideia é definir uma data para serem ouvidos "Didito" e Rogério. Isso deverá acontecer até quinta, uma vez que, até segunda-feira, os vereadores querem apresentar o relatório final da Comissão.