Alegrete busca credenciamento para produção de alimentos orgânicos

O consumo de alimentos orgânicos é o que mais cresce no país: entre 2012 e 2013 foram 23%. Em média, o faturamento do mercado aumenta 10% ao ano. Com legislação própria desde 2003, a produção orgânica passou a ser certificada obrigatoriamente desde 2011 no mercado brasileiro, com um selo específico para o consumidor identificar o produto. A ação busca diferenciar os orgânicos e informar o que está por trás da agricultura ecológica.

Em busca de uma fatia desse mercado, a Secretaria de Agricultura e Pecuária da Prefeitura do Alegrete, Associação dos Pequenos Produtores de Hortifrutigranjeiros de Alegrete e o Projeto PIIEX 2014 de Extensão Produção de Hortaliças Orgânicas e Cultivo de Hortaliças do Instituto Federal Farroupilha, representada pelo coordenador Jocelino Ferraz Fontoura, participaram no último sábado (11) da cerimônia de certificação de produtores orgânicos no município de Santiago. O objetivo foi trocar experiências e convidar a equipe da Rede Ecovida a reunir-se em Alegrete com os produtores locais para orientações a fim de iniciar a transição para o sistema de produção orgânica. A Rede Ecovida é um organismo habilitado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento a credenciar culturas com o selo de produto orgânico.
Em Santiago, seis produtores receberam o certificado, sendo pela segunda vez visitados pelo grupo. O técnico Ênio Maraschin, do Centro de Produção de Alimentos da Secretaria de Agricultura e Pecuária, responsável junto com a Emater da extensão rural aos produtores fornecedores de alimentação escolar, o credenciamento amplia a rentabilidade do fornecimento de alimentos através do Plano Nacional de Alimentação Ecológica (PNAE) em 30%. Também será possível a participação em outras instituições, como o próprio IFF.
Os encontros do órgão com a Associação de Produtores de Hortifrutigranjeiros, extensionistas da SAP, Emater e IFF, e a provável inclusão de grupos de assentados da reforma agrária, começam já em agosto. O secretário de Agricultura e Pecuária, Alberto Prates, percebe esta como uma grande oportunidade a ser aproveitada: "o mercado está aberto a este nicho e todas iniciativas que venham a garantir renda ao produtor devem ser apoiadas pela Prefeitura", afirma.