Textículos do Mário Mércio

Mário Mércio
Escritor e colunista do site

DISCRIMINAM ATÉ NOSSOS DIREITOS
Tem gente que se assusta ou odeia quando se fala em DIREITOS HUMANOS.
Este termo é apenas um nome, uma referência, pois poderia ser “direitos inalienáveis” ou “direitos à civilidade” até mesmo “direitos á dignidade” ou qualquer coisa assim. A etimologia não interessa, porque este termo abrange toda a humanidade e resume um conceito que todos deveriam proteger e não desdenhar.
Hostilizá-lo é hostilizar-se também. É não valorizar a pessoa humana que somos por natureza. Ou alguém acha que é superior, que está acima do bem e do mal?
Já vi gente de rua salvar filho de milionário quando se afogava dentro do carro caído num riacho. Já vi pobre e humilde pedir socorro à acidentado na faixa.
Ninguém é nada sozinho neste mundo.
E quem viveu sabe disso. O pobre de hoje pode ser o homem realizado amanhã que vai ajudar nosso filho ou neto.
Se quisermos uma vida harmônica, devemos respeitar todas as pessoas, mesmo aquelas que não nos respeitam.
Veja, se um cão nos morde, não vamos mordê-lo, mas afastá-lo, tratá-lo, educa-lo, para que ele seja útil. Porque não também com os seres humanos?
Não entenda “direitos humanos” como um palavrão e sim como uma esperança, uma solução, salvação e ajuda. É o mínimo que podemos fazer; se não ajudar, também não atrapalhe quem trabalha, quem protege, quem ajuda.
Em meu próximo livro “Como MORRE um criminoso”, dedico um capítulo a este assunto que sugiro que leiam.
Claro, sabemos que há excessos, como a Dep. Maria do Rosário (RS), mas é só prestar atenção para saber que ela se promove na mídia com suas declarações bombásticas e se elege sempre.
Não vamos cair nessa.
Também não vamos advogar proteção a quem não merece.
Mas que a ressocialização e a reeducação é o caminho a ser trilhado, isso não temos dúvida.
E para isso precisamos mudar as mentes que trabalham pensando que “preso bom é preso morto”. Ou tirá-los do sistema penal e realoca-los na policia ou demiti-los a bem do serviço público. Não se concebe, de maneira alguma, que um servidor penitenciário pense assim.
Humanos somos todos, ou pelo menos deveríamos ser.