Textículos do Mário Mércio

Mário Mércio
Escritor e Colunista do site

QUEDA LIVRE NA ECONOMIA DO RS

Quem sou eu para opinar neste sentido? Mas arvoro-me, como leitor e escritor em dar meu piteco. Valho-me do mestre Cleber Prodanov, educador e prof. de História que alerta: “ Nem sempre olhamos para nossa história a fim de tirar uma lição dela”.. E é verdade. Nos escritores lemos muito e fazemos um resumo para nossos leitores. A impressão é que os fatos se repetem, embora se pense o contrário. O mundo não tem uma evolução positiva e linear, como pode parecer. Ele é bem mais complexo.
Por exemplo, se analisarmos a fundo, veremos que todas as sociedades do mundo que se dedicaram a monocultura (uma produção específica) se deram mal. Perderam sua pujança e passaram por ciclos de decadência, empobrecimento e algumas desapareceram e viraram pó.
O RS há tempos marca passo neste sentido, embora seja uma economia respeitável ainda, mas luta contra dificuldades internas e externas, pela exploração do governo federal e falta de investimentos em infraestrutura compatível, como energia e vias de locomoção. Até para construir um novo aeroporto está difícil. Os empresários vão superando crises e o governo vai jogando-a para adiante com a barriga. E ai surge os ciclos que sobem e descem como no gráfico do desenho. É muita carga tributária e muita concorrência internacional na economia e uma complexidade enorme nas legislações e despreparo gerencial. Um governo despreparado é um caos na economia, pois o Estado é o maior empregador e gerenciador.
O baixo uso de tecnologias –nos diz o professor- nos deixa abaixo nas produções e afasta investidores.
Uma nova matriz produtiva se faz necessário e urgente para o crescimento de nosso Estado, o que se mostra extremamente difícil nos atuais moldes.
Outros nichos produtivos e mercadológicos devem surgir, pois o empresariado é criativo e precisa sobreviver. Mas a competência passa por universidades, cursos e ações governamentais que a apoiem. 
Uma direção se faz necessário, pois o tempo não para.