Textículos do Mário Mércio

Mário Mércio
Escritor e colunista do site

A TECNOLOGIA DO MAL
Esta preocupante dependência da tecnologia trás desgaste e um numero de vítimas que aumenta a cada dia, sem saber.
Tudo que se repete sistematicamente, sem uma explicação lógica e coerente é VÍCIO. Acaba com o caráter, e perdendo o caráter somos uma COISA.
Já se diz que o vício é a arte de viver bem e alegremente, sem medir consequências, pois ele SEMPRE é danoso. É uma infelicidade na sua ventura. Diz-se que é uma enfermidade. Ele acaba com os sentimentos generosos e puros.
O viciado acha em si os alívios da razão. Não adianta conselho e nem punição; É um tirano de si mesmo. E isso deveu, em parte, a novas tecnologias que avassalam jovens sem experiência e os prendem no seu próprio ego.
Temos pagado um preço bem alto por este perverso vício do século XXI. Não existe outra palavra mais correta, é VÍCIO mesmo as tais REDES SOCIAIS, os tais aparelhinhos de comunicação em massa, com muitos nomes e apelidos. Eu mesmo utilizo, lógico, mas sei utilizar, dialogo com minha família, hora do chimarrão é hora do chimarrão, hora de refeições é hora de refeições, passeios são passeios e não um para cada lado agarrados nos aparelhinhos infernais.
Observo o ganancioso mercado atento a este entorpecimento coletivo e desenfreado que não escolhe sexo e nem idade, com comerciais atrativos, alguns usam os mesmos dispositivos para atingir os usuários e conscientiza-los. Nossa caixa de mensagem está sempre lotada. Vejo até na Câmara dos deputados e Senado federal os edis agarrados nesta maquininha, alheios aos projetos e discussões. Aliás, vejo por toda parte, até atravessando a rua e dirigindo, inclusive motoristas de coletivos públicos e carros oficiais. Vejo autoridades em audiência fixadas na malévola máquina. Vejo ministros do STJ usando descaradamente smartphones e tablets.
Os jovens são os que mais me preocupam, e não me venham os defensores me contradizer. 
Onde estão os ideais que sempre sonhamos? Já imaginaram o tempo perdido nesta atenção perniciosa? O que deixamos de estudar, trabalhar e aprender?
Onde está o convívio na sociedade, na família, nas amizades? Ai procuramos uma academia para suplantar a paralisia do corpo, bonito não é? Sem explicação!
Será que os jovens curtem o nascer do sol com a namorada? Como fazíamos outrora? Não, o “por do sol” não os fascina mais. O por do sol é visto sim, mas na telinha, sem nenhuma emoção latente.
Há algum tempo víamos as praias lotadas de jovens na água, nadando, surfando, hoje nem para a praia vão, ficam em casa grudados na telinha e quando vão levam a telinha e fazem enorme exercício, mas com os dedos.
Assistimos boquiabertos e sem ação, uma geração despreocupada, solitários sem nenhum senso de cooperação e organização. Não se pensa mais num pesquisa, somente se clica e o google mostra tudo.
Não se vê mais os jovens ajudarem na organização da casa, apenas querem saber por que a internet está lenta e atentos a novas tecnologias para se compararem ao amigo que a possua.
Sei que é errado generalizar, mas, no entanto, se os meus leitores pararem um pouco vão se dar conta que ao seu lado tem muita gente assim.
Quanto a este texto, não me preocupo com os jovens, por certamente não o lerão além de uma linha.
Que haja um despertar, nos diz, completando, o colega escritor Mário Amaral, pois não somos um chip , somos seres humanos e nossos cérebros podem processar a REALIDADE e CULTIVAR o respeito aos que ENTENDEM QUE A VIDA É PARA ser vivida ALÉM dos teclados e telinhas.
Bom domingo a todos os que leram até aqui.(MENOS DE 1% DE MEUS AMIGOS NO FB, certamente.)