Servidor público suspeito de abusar de menina de 6 anos é indiciado por estupro

A Polícia Civil indiciou por estupro de vulnerável, nesta sexta-feira, um homem de 49 anos suspeito de abusar sexualmente de uma menina de 6 anos em Cacequi. O homem era servidor de um abrigo para crianças em situação de vulnerabilidade social.
A delegada responsável pelo caso, Ana Luiza Tarouco, relata que a investigação confirmou que o servidor cometeu o crime. Exames confirmaram os abusos.
– A polícia concluiu que realmente o delito aconteceu, tanto é que o indivíduo restou, sim, indiciado pelo delito de estupro de vulneráveis, considerado um crime hediondo. Agora, o inquérito deve ser remetido, ainda hoje, mais para o final da tarde, ao Ministério Público – relata a delegada.
O prefeito de Cacequi, Flávio Gilberto Dorneles Machado (PTB), contou à reportagem que tão logo se tomou conhecimento de que o servidor era suspeito de estupro, em dezembro de 2015, o homem foi afastado das suas funções. Um Procedimento Administrado Disciplinar (PAD) foi aberto para investigar a conduta do servidor. Ele pode ser exonerado, ou seja, ser demitido do cargo público.
Havia a suspeita de que o servidor havia abusado de outras crianças. Há 12 no abrigo. A investigação não encontrou indícios disso.
– Nós ouvimos algumas das crianças que lá estavam, ou que já estiveram, e até o momento não houve nenhum apontamento nesse sentido. Então eu posso dizer que, em relação as outras crianças, por hora, neste momento, não há nenhuma materialidade de que algum outro delito tenha acontecido com outra criança – explica a delegada.
O indiciado está preso provisoriamente desde o dia 6 deste mês no Presídio Estadual de Cacequi. A prisão é válida por 30 dias e o prazo se encerra entre o dia 4 e 5 de fevereiro. Por essa razão, a delegada pediu à Justiça a prisão preventiva do suspeito, que prevê a detenção dele durante todo o processo criminal.
A menina estava no abrigo há cerca de um ano e meio porque um vizinho da família abusava dela sexualmente. Havia certa conivência da família com o fato, disse a Polícia Civil.