Ciclista da Amazônia que atravessa o Brasil tem bicicleta furtada a 50 km de Rosário

Vinícius da Silva, 30 anos, é um ciclista natural do Amapá, que reside na Amazônia e, há 18 anos, pedala sua magrela pelo Brasil e pelo mundo afora. Na última semana, ele estava na região central do Estado e seguia seu roteiro, normalmente, até que o cronograma foi interrompido em função de algo não planejado. Sua companheira de jornada, a bicicleta, teria sido furtada enquanto Silva dormia no acampamento montado à beira de uma rodovia, a 50 km de Rosário do Sul – o ciclista não soube informar exatamente em que localidade estava quando o furto ocorreu nem fez boletim de ocorrência.
Desolado com o furto da bike e de alguns documentos que estavam em uma bolsa presa a ela, Silva recalculou a rota e precisou pegar carona em um ônibus que o trouxe até Santa Maria. Ele permaneceu na cidade por algumas horas, dormiu na rodoviária e, ontem pela manhã, usou todo o dinheiro que tinha para embarcar rumo a Ijuí, onde uma Associação de Ciclismo ofereceu-lhe ajuda.
– Eu gostaria de ganhar uma nova bicicleta para seguir minha viagem rumo ao Uruguai, não quero desistir – disse o ciclista.
Silva pedala desde 1999, após ter passado por uma experiência trágica. Naquele ano, a família dele morreu em um acidente de barco em que ele foi o único sobrevivente.
– Eu gosto desta vida. Conheço lugares que nunca imaginei conhecer. Faço amigos que são como uma família em cada cidade. Mas, infelizmente, imprevistos acontecem. Já conheci mais de 17 países, percorri mais de 200 mil quilômetros, e o único lugar onde fui roubado foi no Brasil – lamenta o atleta, que calcula já ter perdido 27 bicicletas por esse motivo.
Apaixonado pelo esporte, Silva está na expectativa de ganhar uma nova magrela para continuar viagem e, se tudo der certo, deve retornar a Santa Maria nos próximos dias, desta vez, pedalando rumo ao Uruguai.
– O Uruguai é apaixonado por bicicleta. Se surgir alguma oportunidade de trabalho, quem sabe fico por lá? Apesar de tudo, não pretendo esquecer o Brasil, mas, quem sabe, passar uma temporada longe? – pondera. Quem quiser ajudar o atleta pode contatá-lo pelo telefone (067)-9891-0135.