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São Gabriel racionaliza o consumo da merenda, beneficia os alunos e obtém redução nos gastos com recursos públicos

O Governo Municipal de São Gabriel investiu mais de R$ 2 milhões e 237 mil em merenda escolar no ano passado. Os números foram divulgados no final da tarde desta quarta-feira (06) pela equipe do Setor de Alimentação Escolar e revelam que foram servidos 809 mil e 911 pratos somente em 2015. Houve um aumento de mais de 100% no número de alunos beneficiados das escolas de educação infantil se forem analisados os dados de 2012 em comparação com 2015.
De acordo com a nutricionista Nara Gonçalves, responsável pela Setor de Alimentação Escolar, o relatório mostra uma redução no número de refeições servidas em relação ao ano de 2012, quando a Prefeitura Municipal chegou a registrar mais de um milhão e 38 mil pratos servidos. No ano passado, o Setor serviu 809 mil e 911 refeições.
A redução, no entanto, não significa que houve decréscimo no atendimento e qualidade. Na verdade, o que o Setor de alimentação Escolar fez foi racionalizar o consumo da merenda. "Hoje é pago o prato servido. Não há desperdício, pois foi feito um trabalho de conscientização em todas as instituições de ensino de São Gabriel", argumenta a nutricionista.
Os profissionais divulgaram o perfil do Programa de Alimentação Escolar em São Gabriel. As refeições são distribuídas de acordo com a faixa etária de cada aluno divididos em ensino infantil, fundamental e turno integral.
Os alunos do ensino fundamental recebem uma refeição a cada turno. No cardápio estão previstos lanches durante dois dias da semana e alimentos salgados nos outros três dias restantes. Já na zona rural são dadas três refeições (desjejum, almoço e lanche) durante o dia.
A rede de ensino infantil é dividida em três categorias. Crianças do turno parcial recebem uma refeição e do turno integral são assistidas com quatro refeições. As menores, dos berçários, também inseridas no turno integral, recebem seis refeições no dia e, para as que possuem intolerância a lactose, é fornecido leite especial.
Conforme o coordenador de Alimentação Escolar, Selmar Carbajal, há um cuidado todo especial com os alunos provenientes de assentamentos. Para eles, é fornecida uma refeição a mais devido a distância percorrida e tempo que levam do campo até a cidade. Alguns estudantes levantam por volta de 4 horas para vir para a escola.
A nutricionista Nara Gonçalves explica que os cardápios são analisados mensalmente. "Calculamos os nutrientes como proteínas, cálcio, ferro e outros, além das calorias de todos os pratos servidos", argumentou.
Além disso, o Setor de Alimentação Escolar realiza avaliações semanais que indicam o grau de desempenho das cozinheiras através de fichas de observação, realiza controle de estoques, manutenção de equipamentos e de utensílios, manutenção dos estoques de gêneros alimentícios dentro das escolas, capacitação de cozinheiras (com dois cursos por ano) e controle higiênico sanitário dentro das cozinhas. "E ainda outras atribuições previstas na legislação para garantir a segurança alimentar", avalia.

ÁREA EDUCACIONAL
Dois projetos contribuem para melhorar o consumo consciente e o uso correto dos recursos da merenda escolar em São Gabriel. Na área educacional, o Setor de Alimentação Escolar tem o projeto "Bagunça na Cozinha", onde são aplicadas atividades lúdico pedagógico para estimular o hábito alimentar saudável.
Em parceria com o SESC e a Secretaria Municipal da saúde, o Setor aplica o projeto "Sorrindo para o Futuro", com avaliação de peso, altura e saúde bucal. A ação é coordenada pela dentista Renata Weber, com atendimentos feitos pela Unidade Móvel ou com encaminhamentos para as Unidades Básicas de Saúde (UBS).

AGRICULTURA FAMILIAR
Outra proposta relacionada a merenda escolar está no incentivo a produção local e regional de alimentos. o Governo Municipal passou a adquirir, através da agricultura familiar e em parceria com a EMATER alimentos vindos direto do campo. De acordo com o coordenador de Alimentação Escolar, Selmar Carbajal, este ano, a Administração Municipal firmou 10 contratos, sendo sete com agricultores familiares e três com cooperativas de agricultores da região.
"Na prática estamos cumprindo a meta mínima prevista em lei que estabelece que 30% das compras devem vir da agricultura familiar", explicou.
Num quadro geral da merenda escolar, este ano, o Governo Municipal está investindo, em média, cerca de R$ 2,41 por prato servido, o que corresponde a mão de obra, transporte, utensílios, equipamentos, materiais de limpeza, gás e gêneros alimentícios.