Audiência pública expõe avanços e críticas ao saneamento em São Gabriel
A audiência pública realizada na Câmara de Vereadores de São Gabriel, na última quinta-feira (19), reuniu moradores, autoridades e representantes da concessionária em um encontro que se estendeu por quase quatro horas e foi marcado por questionamentos, manifestações da comunidade e apresentação de dados sobre o serviço de saneamento no município. A iniciativa foi proposta pelo vereador Éder Barboza.
Logo no início, a concessionária apresentou imagens que causaram forte impacto entre os presentes. Fotografias do sistema no momento da assunção da concessão, em 2012, mostraram uma realidade marcada por infraestrutura deteriorada, ausência de manutenção e condições operacionais extremamente precárias.
Logo no início, a concessionária apresentou imagens que causaram forte impacto entre os presentes. Fotografias do sistema no momento da assunção da concessão, em 2012, mostraram uma realidade marcada por infraestrutura deteriorada, ausência de manutenção e condições operacionais extremamente precárias.
Registros evidenciaram redes antigas de amianto e ferro, desgastadas e oxidadas, estruturas comprometidas, unidades de tratamento de água em situação crítica e falta de capacidade adequada para armazenamento de produtos químicos, configurando um cenário de alto risco sanitário, considerando que a água é destinada ao consumo humano.
“Quando assumimos, encontramos um sistema sem manutenção, sem estrutura e sem informação básica. Não havia sequer o mapa das redes de água da cidade. Foi um trabalho de reconstrução praticamente do zero”, destacou o gerente da unidade, Matheus Machado Sassi.
As imagens de quando a São Gabriel Saneamento assumiu o serviço em 20, comparadas com a estrutura atual — incluindo nova Estação de Tratamento de Água (ETA), nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), modernização das unidades e substituição de redes — reforçaram a mensagem central da apresentação: houve avanço significativo no sistema de saneamento básico do município ao longo da concessão.
INVESTIMENTOS ESTRUTURANTES E TRANSFORMAÇÃO DO SISTEMA
Ao longo da apresentação, foram destacados os principais investimentos realizados na concessão, com ênfase na transformação do sistema de esgotamento sanitário.
Foi construída uma nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), considerada o principal investimento da concessão, com aporte de R$ 23 milhões, inserida dentro de um volume total de cerca de R$ 85 milhões investidos em esgoto.
“Hoje nós temos um sistema estruturado, com capacidade de operação, controle e investimento. Isso se reflete diretamente nos indicadores e na qualidade do serviço prestado à população”, afirmou o gerente.
Os resultados desses investimentos aparecem de forma clara nos indicadores: o índice de cobertura de esgoto evoluiu de 12% em 2012 para cerca de 71% atualmente, evidenciando uma transformação estrutural no município.
TARIFA DE ÁGUA E ESGOTO EM DEBATE
Outro ponto central da apresentação foi a tarifa praticada no município.
A concessionária apresentou dados comparativos que demonstram que São Gabriel possui hoje uma das tarifas mais baixas do estado do Rio Grande do Sul, sendo, em média, 25% inferior à de centenas de municípios gaúchos.
“Fica o desafio: comparem a tarifa de São Gabriel com os municípios vizinhos. Os dados são públicos e mostram que estamos entre as tarifas mais baixas do estado”, reforçou Matheus Sassi.
O comparativo indica uma redução relativa da tarifa ao longo da concessão, gerando benefício direto à população.
Também foi destacado o programa de tarifa social, que já beneficia mais de 1.100 famílias, garantindo desconto de 50% na tarifa base, com potencial de ampliação.
A empresa também esclareceu que casos de faturas elevadas existem, mas, em sua maioria, estão relacionados a alto consumo de água, vazamentos internos ou situações específicas de cada imóvel.
CRÍTICAS DA COMUNIDADE E PONTOS SENSÍVEIS
“Quando assumimos, encontramos um sistema sem manutenção, sem estrutura e sem informação básica. Não havia sequer o mapa das redes de água da cidade. Foi um trabalho de reconstrução praticamente do zero”, destacou o gerente da unidade, Matheus Machado Sassi.
As imagens de quando a São Gabriel Saneamento assumiu o serviço em 20, comparadas com a estrutura atual — incluindo nova Estação de Tratamento de Água (ETA), nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), modernização das unidades e substituição de redes — reforçaram a mensagem central da apresentação: houve avanço significativo no sistema de saneamento básico do município ao longo da concessão.
INVESTIMENTOS ESTRUTURANTES E TRANSFORMAÇÃO DO SISTEMA
Ao longo da apresentação, foram destacados os principais investimentos realizados na concessão, com ênfase na transformação do sistema de esgotamento sanitário.
Foi construída uma nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), considerada o principal investimento da concessão, com aporte de R$ 23 milhões, inserida dentro de um volume total de cerca de R$ 85 milhões investidos em esgoto.
“Hoje nós temos um sistema estruturado, com capacidade de operação, controle e investimento. Isso se reflete diretamente nos indicadores e na qualidade do serviço prestado à população”, afirmou o gerente.
Os resultados desses investimentos aparecem de forma clara nos indicadores: o índice de cobertura de esgoto evoluiu de 12% em 2012 para cerca de 71% atualmente, evidenciando uma transformação estrutural no município.
TARIFA DE ÁGUA E ESGOTO EM DEBATE
Outro ponto central da apresentação foi a tarifa praticada no município.
A concessionária apresentou dados comparativos que demonstram que São Gabriel possui hoje uma das tarifas mais baixas do estado do Rio Grande do Sul, sendo, em média, 25% inferior à de centenas de municípios gaúchos.
“Fica o desafio: comparem a tarifa de São Gabriel com os municípios vizinhos. Os dados são públicos e mostram que estamos entre as tarifas mais baixas do estado”, reforçou Matheus Sassi.
O comparativo indica uma redução relativa da tarifa ao longo da concessão, gerando benefício direto à população.
Também foi destacado o programa de tarifa social, que já beneficia mais de 1.100 famílias, garantindo desconto de 50% na tarifa base, com potencial de ampliação.
A empresa também esclareceu que casos de faturas elevadas existem, mas, em sua maioria, estão relacionados a alto consumo de água, vazamentos internos ou situações específicas de cada imóvel.
CRÍTICAS DA COMUNIDADE E PONTOS SENSÍVEIS
Após a apresentação, a audiência foi aberta à população, que trouxe questionamentos e críticas principalmente relacionadas às faturas, cobrança de esgoto, dificuldades de conexão à rede e intervenções nas vias públicas.
Um dos temas levantados foi a situação de imóveis que não conseguem se conectar à rede de esgoto, especialmente aqueles localizados abaixo do nível da rua.
A concessionária esclareceu que, conforme a legislação federal, é permitida a cobrança pela disponibilidade do serviço, mesmo quando o imóvel não está conectado, sendo a conexão uma obrigação do usuário quando há rede disponível.
“O saneamento é um esforço coletivo. A infraestrutura está sendo implantada, mas a conexão dos imóveis também é fundamental para que o sistema funcione plenamente e gere benefícios ambientais e de saúde pública”, destacou o gerente.
Durante a audiência, também foi destacada a importância desse tema sob a ótica ambiental, uma vez que a não conexão à rede mantém o lançamento irregular de esgoto no meio ambiente.
A empresa informou que está avaliando soluções técnicas para esses casos, mas que a implementação depende de regulamentação por parte da agência reguladora.
Também foram registradas críticas relacionadas às condições de pavimentação após execução de obras. A concessionária reconheceu a existência de situações pontuais e reforçou o compromisso com a melhoria contínua dos processos de recomposição.
ENTRE CRÍTICAS E EVOLUÇÃO
A audiência pública evidenciou dois pontos centrais: de um lado, críticas e desafios ainda presentes; de outro, dados e evidências que demonstram uma evolução consistente do sistema de saneamento ao longo dos últimos anos.
O encontro cumpriu o papel de promover transparência, apresentar informações técnicas e abrir espaço para o diálogo com a comunidade sobre um serviço essencial para a qualidade de vida da população.
Um dos temas levantados foi a situação de imóveis que não conseguem se conectar à rede de esgoto, especialmente aqueles localizados abaixo do nível da rua.
A concessionária esclareceu que, conforme a legislação federal, é permitida a cobrança pela disponibilidade do serviço, mesmo quando o imóvel não está conectado, sendo a conexão uma obrigação do usuário quando há rede disponível.
“O saneamento é um esforço coletivo. A infraestrutura está sendo implantada, mas a conexão dos imóveis também é fundamental para que o sistema funcione plenamente e gere benefícios ambientais e de saúde pública”, destacou o gerente.
Durante a audiência, também foi destacada a importância desse tema sob a ótica ambiental, uma vez que a não conexão à rede mantém o lançamento irregular de esgoto no meio ambiente.
A empresa informou que está avaliando soluções técnicas para esses casos, mas que a implementação depende de regulamentação por parte da agência reguladora.
Também foram registradas críticas relacionadas às condições de pavimentação após execução de obras. A concessionária reconheceu a existência de situações pontuais e reforçou o compromisso com a melhoria contínua dos processos de recomposição.
ENTRE CRÍTICAS E EVOLUÇÃO
A audiência pública evidenciou dois pontos centrais: de um lado, críticas e desafios ainda presentes; de outro, dados e evidências que demonstram uma evolução consistente do sistema de saneamento ao longo dos últimos anos.
O encontro cumpriu o papel de promover transparência, apresentar informações técnicas e abrir espaço para o diálogo com a comunidade sobre um serviço essencial para a qualidade de vida da população.

















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