Diretoria Técnica da Santa Casa orienta sobre procedimentos de atendimentos no PA 24 HS

Dr Guilherme Oliveira - Diretor Técnico da Santa Casa
Não é recente a consciência do cidadão que, quando abatido por algum sintoma adverso no corpo, que precise de avaliação médica, tenha a sensação de que a sua dor é maior que a do próximo. E isso vale para as mais diferentes ocorrências em se tratando de atendimento de saúde. Sempre com o objetivo de dinamizar e qualificar o atendimento do Pronto Atendimento 24 Horas da Santa Casa, o Provedor Luiz Carlos Dotto sente a necessidade de bem informar e tentar conscientizar todas as pessoas que procuram o local, sobre as reais funções de um PA.
Diante disso, o Diretor Técnico - Dr. Guilherme Oliveira, explica que o paciente ao chegar na Santa Casa, é acolhido e encaminhado para uma triagem, que vai avaliar o grau de risco da doença, baseado nos sintomas e sinais apresentados. Feito isso, ele será identificado em uma escala de cores que determina o tempo de espera e o nível de gravidade do problema. 
O diretor cita o exemplo de que aqueles pacientes que apresentarem uma crise de asma, farão nebulização na emergência e, controlada a crise, serão orientados a procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS)mais próxima de sua residência para dar sequência aos cuidados de manutenção da saúde. 
Guilherme Oliveira destaca que há algum tempo, busca-se a colaboração e a conscientização das pessoas, ressaltando que a sala de emergência é pra quem corre risco de morte, como: acidentados, suspeita de infartos, Acidente Vascular Cerebral (AVC), apendicite, pneumonia, infecção generalizada, fraturas, entre outras complicações. Ele afirma: “Esse é o caminho correto para o bom atendimento, uma vez que a cada 10 pessoas que procuram o serviço, em média, seis não são casos de urgência e poderiam ser atendidos com hora marcada, em consultórios e nas UBS. Esses mesmos casos são responsáveis pelo aumento do tempo de espera causado aos que necessitam ser atendidos com urgência, uma vez que os casos mais graves demandam mais tempo da equipe de atendimento”, ressalta o Diretor.
Oliveira frisa ainda que outro item que dificulta o trabalho da equipe no PA é o número exagerado de acompanhantes, o que causa a sensação de superlotação e aumenta o risco de contaminação. O PA também não é o lugar para solicitação de exames, troca de receitas, atestados de saúde e outros procedimentos que não sejam de urgência. “O uso consciente por parte dos usuários irá colaborar para o melhor funcionamento, diminuindo o tempo de espera e melhorando o fluxo do atendimento médico-hospitalar’, finaliza. 
Classificação de Risco - A escala de atendimento está definida por cinco cores, em ordem de prioridade. A primeira, sinalizada pela cor vermelha, para pacientes que apresentarem, por exemplo, politraumatismos, queimaduras ou parada cardiorrespiratória, terão atendimento imediato. Aqueles sinalizados pela cor laranja, com sintomas como dor no peito, vômito e sudorese excessiva, poderão esperar até 10 minutos pela intervenção médica. Para os pacientes que receberem a cor amarela, em função dos sinais apresentados, o tempo de espera pode chegar até 1 hora, sendo que, após 30 minutos da chegada ao hospital, nessa classificação, uma reavaliação é feita. Já as pessoas que receberem a identificação verde, o atendimento pode levar até 2 horas. E, por fim, os classificados pela cor azul, serão atendidos entre 4h e 6h.