Somente o Impeachment salva o Brasil

Tarso Francisco Pires Teixeira
Presidente do Sindicato Rural de São Gabriel 
Vice-presidente da Farsul

Nas últimas semanas, o governo federal deu absoluta demonstração de pleno esgotamento. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, veio a público para anunciar a velha receita de todo governo que se vê em dificuldades financeiras: mandar a conta para a população. Depois de uma gestão temerária e irresponsável, que maquiou as contas públicas com “pedaladas” e manobras fiscais para vencer a eleição, e que dilapidou o patrimônio da Nação com o roubo escancarado da Petrobras – e esperem pelo que virá do BNDES! – o governo, sem o menor pudor, anuncia o retorno da famigerada CPMF e o aumento de tributos. 

Os cortes na máquina pública nem de longe arranham a superfície de um governo que gasta muito mais com os empregos da “companheirada” do que com os tão falados programas sociais. Mais da metade da receita esperada para o próximo ano advém da expectativa de novas receitas, que serão saqueadas da mesa de todos os brasileiros através da elevação de impostos.
Estamos diante de um governo cuja permanência é, de fato, a principal responsável pela crise, tanto econômica quanto política. Somente o que foi apurado até agora pela Operação Lava-Jato nos desvios da Petrobrás, representa mais que tudo o que é gasto com a Previdência Social no país. A verdadeira saída para a crise, não está em mais um saque institucionalizado à população, e sim no clamor de toda a sociedade: o impedimento constitucional da Presidente da República.
Decência não tem ideologia. Por isso mesmo o notável jurista Hélio Bicudo, homem de trajetória vinculada à esquerda, de caráter probo, ex-fundador do PT, em boa hora entra com um pedido de impeachment da Presidente junto ao Congresso Nacional. O pedido, reforçado pelos juristas Janaía Paschoal e Miguel Reale Júnior, é sólido do ponto de vista legal. Não há condições de permanência de um governo que foi condescendente com a corrupção na Petrobras, que praticou manobras fiscais para enganar o Tribunal de Contas da União e o Congresso Nacional. 
De nada adianta tentar desmoralizar este movimento que cresce a cada dia pelo impeachment da presidenta, chamando-o de golpe. Não se está tratando de intervenção militar, coisa que o alto comando das Forças Armadas já demonstrou não estar disposto a fazer. Trata-se, isso sim, de fazer funcionar as leis, de garantir que poderosos também paguem por lesar a Pátria.
Que a Constituição funcione. Que aconteça o impedimento. E a crise econômica, filha da crise política, encontrará seus caminhos.