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Voltaremos ao normal? Você tem certeza?

Anderson Almeida
Diretor
Jornalista MTB-RS 17.165

No dia de hoje, eu tomei a minha primeira dose da vacina. Sentimento de alegria? Sim. De gratidão? Com certeza. E de tristeza? Sim, de tristeza.
No meu braço esquerdo, não entrava somente uma agulha e sim, um sentimento de que, ao dar o meu braço ao Luciano Samaniego Arrussul, a certeza de que muitas pessoas, infelizmente, não terão essa chance, pois o maldito vírus os levou.
Amigos e conhecidos ficaram também entre a vida e morte e que custarão a ser como antes.
Mas muitos dirão: calma Anderson, logo todos se vacinarão e voltaremos ao normal? Normal? Poxa, a gente entrou nessa pandemia, esperando ela passar para rever aquele amigo, parente, bater aquela bolinha com o fulano ou ainda tomar aquela ceva com o beltrano. E agora? Cadê ele?
Não serei aqui só tristeza, pois, sim logo as nossas vidas deverão voltar às rotinas tradicionais, porém, não posso ser egoísta ao saber que um prato ficará vazio na mesa, uma poltrona na sala não terá um pai ou uma mãe. E mais, algumas crianças que ainda não voltaram para a aula ou já voltaram, não terão aquela paizinho para leva-las mais pelas mão para estudar.
Tudo voltará, sim. Mas não ao normal. Ah, eu tomei vacina, ah, pois é, mas infelizmente, muita gente não tomou e nem tomará. Minha solidariedade a vocês e nesse braço ainda dolorido, está um pouco da dor de cada família enlutada. 

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