Tribunal do Júri sobre a morte de Gabriel Marques Cavalheiro começa amanhã em São Gabriel
O Tribunal do Júri que irá julgar os três acusados pela morte de Gabriel Marques Cavalheiro terá início nesta segunda-feira (29), às 8h30, no Foro da Comarca de São Gabriel.
A acusação será conduzida pelos promotores de Justiça Eugênio Paes Amorim, Karine Teixeira e Maria Fernanda Rabelo. Conforme previsão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), o julgamento deverá se estender por três a quatro dias.
Em manifestação divulgada às vésperas do julgamento, a advogada da família de Gabriel, Rejane Igisk Lopes, afirmou que o júri representa um momento decisivo não apenas para a responsabilização criminal dos acusados, mas também para reafirmar que a violência policial não pode ser tolerada.
Segundo a advogada, esta será a primeira vez que será apreciada a responsabilidade criminal dos réus pelo homicídio de Gabriel. Ela ressalta que o processo julgado pela Justiça Militar teve competência restrita aos fatos submetidos àquela esfera e não analisou o crime de homicídio.
"A própria análise realizada pela Justiça Militar mostrou-se necessariamente limitada pela impossibilidade de apreciar o crime que representa o núcleo central dos fatos: a morte de Gabriel. Por essa razão, como ressaltou um dos promotores de Justiça que conduzirá a acusação, o julgamento realizado naquela esfera não pode servir de parâmetro — muito menos de condicionante — para a deliberação do Conselho de Sentença."
Ainda conforme Rejane Igisk Lopes, caberá aos jurados, em nome da sociedade, examinar os fatos em sua integralidade e de forma independente, sem que conclusões extraídas de outro processo interfiram na competência constitucional do Tribunal do Júri.
"A família mantém firme o compromisso de que a memória de Gabriel não será silenciada, nem reduzida a mais um número. Espera, sobretudo, que o Tribunal do Júri exerça plenamente a sua atribuição, permitindo que a sociedade se manifeste, por intermédio de seus jurados, sobre a responsabilidade dos acusados pela morte de Gabriel."
Segundo a advogada, esta será a primeira vez que será apreciada a responsabilidade criminal dos réus pelo homicídio de Gabriel. Ela ressalta que o processo julgado pela Justiça Militar teve competência restrita aos fatos submetidos àquela esfera e não analisou o crime de homicídio.
"A própria análise realizada pela Justiça Militar mostrou-se necessariamente limitada pela impossibilidade de apreciar o crime que representa o núcleo central dos fatos: a morte de Gabriel. Por essa razão, como ressaltou um dos promotores de Justiça que conduzirá a acusação, o julgamento realizado naquela esfera não pode servir de parâmetro — muito menos de condicionante — para a deliberação do Conselho de Sentença."
Ainda conforme Rejane Igisk Lopes, caberá aos jurados, em nome da sociedade, examinar os fatos em sua integralidade e de forma independente, sem que conclusões extraídas de outro processo interfiram na competência constitucional do Tribunal do Júri.
"A família mantém firme o compromisso de que a memória de Gabriel não será silenciada, nem reduzida a mais um número. Espera, sobretudo, que o Tribunal do Júri exerça plenamente a sua atribuição, permitindo que a sociedade se manifeste, por intermédio de seus jurados, sobre a responsabilidade dos acusados pela morte de Gabriel."
Expectativa da família
Às vésperas do julgamento, os pais de Gabriel, Anderson da Silva Cavalheiro e Rosane Machado Marques, afirmam que a dor da perda permanece a mesma, mesmo após quase quatro anos.
"Já se passaram quase quatro anos e, para nós, é como se fosse ontem. Nossa expectativa é que, dessa vez, se faça justiça. O Gabriel merece isso para descansar", declararam.
O casal também ressaltou a importância da atuação da advogada Rejane Igisk Lopes durante toda a tramitação do processo.
"Se não fosse a Rejane, talvez não estivéssemos neste estágio. As coisas tomam rumos que nós não saberíamos como agir, e até hoje ela nos auxilia a esclarecer algumas questões", afirmaram.
A morte de Gabriel Marques Cavalheiro ocorreu em agosto de 2022 e teve grande repercussão no Rio Grande do Sul. O Tribunal do Júri será responsável por analisar, pela primeira vez, a responsabilidade criminal dos acusados pelo homicídio, cabendo aos jurados decidir o desfecho do caso.










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