Coluna Ponto de Vista

Tribunal do Júri condena homem a 24 anos de prisão pela morte de policial civil gabrielense

O Tribunal do Júri da Comarca de Rio Grande condenou, nesta segunda-feira (13), Gabriel Lima Corrêa a 24 anos de prisão pelo assassinato do policial civil Marcelo Machado, de 52 anos, natural de São Gabriel. O julgamento colocou um ponto final em uma das fases mais aguardadas do processo, que mobilizou familiares, amigos e colegas da vítima.
A sessão teve duração aproximada de 15 horas. Durante o julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, além do interrogatório do acusado. Após os debates entre acusação e defesa, o Conselho de Sentença reconheceu a autoria do crime e decidiu pela condenação por homicídio qualificado, acolhendo duas das qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público.
Marcelo morreu no dia 28 de janeiro de 2025, após permanecer oito dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Rio Grande. Ele sofreu queimaduras em cerca de 80% do corpo durante um incêndio ocorrido em uma residência no Balneário Cassino, no dia 20 de janeiro.
Ainda durante a investigação, o policial conseguiu prestar depoimento. Segundo relatou à Polícia Civil, ele se preparava para substituir um botijão de gás quando Gabriel teria jogado álcool sobre seu corpo e provocado o incêndio. O acusado também ficou ferido, mas sem gravidade.
Com base nas provas reunidas e no relato da vítima, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do investigado. Como ele permanecia hospitalizado, a Justiça autorizou inicialmente o monitoramento eletrônico. Depois de receber alta, Gabriel foi encaminhado à Penitenciária Estadual de Rio Grande, onde permaneceu preso durante a tramitação do processo.
Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime foi motivado pela inconformidade do acusado com o fim do relacionamento mantido com a vítima. A denúncia atribuía ao réu as qualificadoras de motivo fútil, emprego de fogo e utilização de recurso que dificultou a defesa do policial. Duas delas foram reconhecidas pelos jurados.
A acusação contou com a atuação do advogado Pedro Souto Langendorf, como assistente do Ministério Público. A defesa foi realizada pelos advogados Róger Walteman, Vinícius Hentsch e Jeferson Moura.
A condenação encerra uma importante etapa judicial de um caso que teve ampla repercussão em Rio Grande e São Gabriel e foi acompanhado de perto pela comunidade e por colegas de profissão de Marcelo Machado.

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