Violência de gênero é tema do 1º Encontro de Vigilâncias realizado pelas Secretarias da Saúde e de Assistência Social
A violência de gênero e as diferentes formas de violência registradas no município estiveram no centro das discussões do 1º Encontro de Vigilâncias - Reflexões sobre as Violências em São Gabriel sob o Olhar das Vigilâncias Socioassistencial e Epidemiológica, realizado na manhã desta segunda-feira (31), no Auditório do IPRESG.
O encontro teve como objetivo promover a reflexão e o debate sobre as violências ocorridas no município, a partir dos dados e atendimentos realizados pelas políticas de Assistência Social e Saúde durante o primeiro semestre de 2026. A programação também abordou as notificações de violência, sua importância para o planejamento das políticas públicas e diferentes perspectivas de enfrentamento.
Representando o prefeito Lucas Menezes, que cumpre agenda na capital gaúcha, participou do evento a vice-prefeita Sandra Weber. Também estiveram presentes a secretária de Assistência Social, Ana Paula Scipione Capiotti; o presidente do Poder Legislativo, vereador Moisés Marques; a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, enfermeira Tayná Witt Campos; além de representantes da Secretaria da Saúde e demais profissionais ligados às políticas públicas de atendimento e proteção.
Sandra Weber destacou que o enfrentamento à violência de gênero precisa envolver toda a sociedade e começar ainda na infância.
A vice-prefeita chamou atenção para a necessidade de ensinar as crianças, desde os primeiros anos, sobre respeito, limites e convivência. Segundo ela, é fundamental que meninos e meninas compreendam que nenhuma pessoa pertence a outra.
Sandra também ressaltou que a discussão precisa estar presente dentro dos lares e nas escolas, trabalhando conceitos como respeito ao corpo, limites e a capacidade de lidar com frustrações.
A programação do encontro também contou com palestra sobre as notificações de violência e sua importância, além de uma mesa-redonda com profissionais que atuam em diferentes áreas relacionadas ao enfrentamento da violência.
Entre os temas debatidos estiveram o trabalho com mulheres, o trabalho com homens, o combate à violência na infância e os recortes étnico-racial e de diversidade sexual e de gênero.
Ao longo do encontro, também foi reforçada a preocupação com os efeitos da violência doméstica sobre crianças e adolescentes que convivem com essas situações. A avaliação apresentada é de que a exposição à violência pode deixar marcas para toda a vida, tornando ainda mais importante a identificação precoce e a atuação da rede de proteção.















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