Produtores debatem fim da vacina aftosa obrigatória

A conveniência de modificar o status sanitário do Rio Grande do Sul eliminando a obrigatoriedade da vacina contra febre aftosa, foi um dos temas centrais de um encontro de produtores e líderes de associações e sindicatos rurais de toda a região em Dom Pedrito, no dia 17 de janeiro. 
O evento, realizado à tarde no Sindicato Rural da cidade sob promoção da Comissão Jovem do Sindicato Rural de Dom Pedrito, trouxe as palestras do presidente da Associação Brasileira de Indústrias Exportadoras de Carne, Fernando Camardelli, e do ex-presidente do Conselho de Medicina Veterinária do RS, José Fernando Pereira Dora. Pela manhã, ocorreu um encontro de presidentes de sindicatos rurais da Regional II da Farsul, debatendo temas como a cobrança do uso e exploração da água na região da Bacia do Rio Santa Maria e as derivas de herbicidas e inseticidas. O encontro foi dirigido pelo coordenador da Regional II da Farsul, Tarso Teixeira, presidente do Sindicato Rural de São Gabriel.

O tema divide opiniões e o próprio presidente da Farsul, Gedeão Pereira, já se manifestou pela manutenção da vacinação contra aftosa, para evitar prejuízos ao produtor, e por duvidar das condições do governo federal em cuidar das fronteiras sanitárias. “A doença pode chegar através de um navio no Porto de Rio Grande, mesmo vazio, e aí, estaremos preparados para lidar com isso?”, questiona Gedeão.
Tarso Teixeira, por sua vez, é a favor do fim da vacinação, especialmente após a decisão do Paraná, que anunciou o fim da obrigatoriedade da vacina aftosa em seus rebanhos. “Santa Catarina já é zona livre de aftosa sem vacinação há muitos anos. Com a retirada do Paraná, ficaremos isolados no Sul como área com vacinação. O último grande surto da vacina que traumatizou nossos pecuaristas já faz mais de vinte anos, de lá pra cá houve uma evolução significativa. O Fundo de Defesa Sanitária (Fundesa) está reaparelhando e modernizando as inspetorias do Interior, e sem a vacinação nossa carne reconquista mercados importantes até como o do Japão”, assinala Teixeira. 
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