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Defesas de policiais envolvidos em abordagem a jovem morto se manifesta

As defesas dos três policiais presos por suspeita de envolvimento no desaparecimento de Gabriel Marques Cavalheiro, encontrado morto na última sexta-feira, 19, se manifestaram sobre o caso nesta segunda-feira (22). O jovem ficou uma semana desaparecido, após ter sido alvo de uma ação policial no município.
A advogada Vania Barreto, que representa os dois soldados, falou em entrevista ao site G1 que o ocorrido foi uma "fatalidade". Segundo ela, os policiais não relataram agressão contra Gabriel e teriam ficado surpresos com a notícia do desaparecimento.
"São excelentes profissionais, não há nada na vida pregressa deles, nos antecedentes, que desabone a conduta deles. Isso é um caso totalmente isolado e foi uma fatalidade o que aconteceu", afirma.
Já a defesa do sargento alega que o policial é inocente. Os advogados Ivandro Bitencourt Feijó e Mauricio Adami Custódio ainda manifestam "total indignação de sua família por ocorrer, antes de tudo e de forma sumária o julgamento de antecipação de culpa em detrimento da cautela que deve existir nos procedimentos penais desta natureza".
Os advogados ainda questionam a linha de investigação da Polícia Civil, que trabalha com a hipótese de homicídio contra Gabriel.
Os três estão presos preventivamente desde sexta-feira (19) após decisão da Justiça Militar. Os policiais foram transferidos para Porto Alegre, onde aguardam as investigações.
Nesta segunda-feira (22), o Tribunal de Justiça Militar do Rio Grande do Sul (TJM-RS), por decisão do desembargador militar Fernando Lemos, manteve a prisão dos brigadianos envolvidos no caso. Um pedido de soltura havia sido feito pelas defesas dos policiais.
No inquérito civil, um novo pedido de prisão preventiva foi feito contra os militares. Segundo a polícia, há indícios de um potencial homicídio duplamente qualificado.

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