Coluna Ponto de Vista

São Gabriel confirma primeiro caso de dengue em 2026 e índice de infestação do Aedes aegypti preocupa autoridades

São Gabriel confirmou o primeiro caso de dengue em 2026, envolvendo uma menina moradora da zona norte da cidade; o caso reforça o alerta das autoridades de saúde diante do elevado Índice de Infestação Predial (IIP) do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, registrado no município. 

A Secretaria da Saúde informou que a menina já está recuperada e passa bem. Ela reside na Rua Antônio Mercado, nas proximidades do Bairro Menino Jesus (Cohab), mas frequenta regularmente a casa da avó, no Bairro Jardim das Hortênsias. A investigação epidemiológica segue em andamento para identificar onde pode ter ocorrido a infecção, o que permitirá ações mais direcionadas de bloqueio. 

Levantamento feito na primeira quinzena de janeiro de 2026, com a vistoria de 1.262 imóveis em diferentes regiões da cidade, identificou 58 focos do mosquito, resultando em um índice de 4,5% de infestação predial. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), índices acima de 4% são considerados altos e caracterizam situação de risco para a transmissão da doença. 

Os focos foram encontrados, principalmente, em residências, mas também em estabelecimentos comerciais e em locais de uso coletivo, como escolas e igrejas. Entre os principais criadouros identificados estão baldes, pneus, caixas d’água, tonéis para armazenamento de água da chuva, bebedouros de animais e folhagens aquáticas, recipientes comuns no dia a dia e que facilitam a proliferação do mosquito. 
As áreas com maior índice de infestação incluem os bairros Vila Maria, Vila Rocha, Mariana, Centro e Bairro Independência. Diante do cenário, a Secretaria Municipal da Saúde concentrou os trabalhos principalmente na Vila Maria, Vila Rocha e no Bairro Independência, onde os índices são considerados mais elevados. 

Agentes de endemias seguem visitando residências, orientando a população, identificando e eliminando possíveis focos, além de coletar material para análise, como forma de monitorar a circulação do Aedes aegypti e prevenir novos casos. 

A Secretaria Municipal da Saúde reforça a orientação para que a população procure imediatamente a Unidade Básica de Saúde (UBS) ao apresentar sintomas como febre, dor de cabeça, dores nas articulações, dor atrás dos olhos e mal-estar. 
As autoridades alertam que o combate ao mosquito depende, principalmente, da participação da comunidade. Eliminar recipientes que acumulam água parada, manter caixas d’água bem vedadas e cuidar dos pátios e áreas externas são medidas essenciais para conter a proliferação do Aedes aegypti e proteger a saúde pública. 

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