São Gabriel amplia acesso ao Implanon pelo SUS e segue critérios de prioridade para atendimento
A rede municipal de saúde de São Gabriel já está realizando, de forma totalmente gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), os procedimentos de implantação do contraceptivo subdérmico Implanon. A iniciativa representa um importante avanço na oferta de métodos de longa duração, garantindo mais autonomia e segurança para as mulheres no planejamento reprodutivo.
A implantação do método no município começou pela UBS PAM, onde o médico Wesley Vieira Oliveira, do Programa Médicos pelo Brasil (PMpB), realizou os primeiros procedimentos após participar de capacitação em Porto Alegre. Desde então, ele também passou a capacitar outros profissionais da rede, ampliando o serviço. Atualmente, médicos das Unidades Santa Clara, Zona Oeste e Independência, além ESF Brandão Júnior, já foram treinados para realizar o procedimento.
A oferta do Implanon segue critérios rigorosos de priorização definidos pela Secretaria Municipal da Saúde, considerando a alta demanda e a limitação no número de unidades disponíveis. A primeira remessa enviada ao município contou com 202 implantes, o que torna o serviço dependente de novos envios conforme a utilização do estoque e a comprovação da demanda local.
As mulheres interessadas devem, inicialmente, procurar a sua unidade de saúde de referência para consulta médica. Caso a unidade já conte com profissional capacitado, a própria UBS realiza todo o procedimento, desde a avaliação até a implantação do Implanon, sem necessidade de encaminhamento. Por outro lado, se a unidade ainda não possuir médico habilitado, após a avaliação clínica e indicação do método, a paciente é encaminhada ao Programa Saúde da Mulher, onde é inserida em uma lista de espera para posterior atendimento em uma das unidades que já realizam o procedimento. A inserção do Implanon não é indicada em alguns casos específicos, como câncer de mama atual, doença hepática grave e sangramento uterino sem diagnóstico definido.
As pacientes são classificadas conforme o grau de prioridade. Têm atendimento prioritário adolescentes, puérperas, mulheres em situação de vulnerabilidade social, com dificuldade de adesão a outros métodos contraceptivos ou com condições de saúde que tornam a gestação de alto risco. Embora todas as mulheres tenham direito ao acesso ao método, aquelas que não se enquadram nos critérios de prioridade serão incluídas em lista de espera e atendidas gradualmente, de acordo com a chegada de novas remessas do contraceptivo.







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