Coluna Ponto de Vista

Denúncias ajudam CPFL RGE a regularizar 539 instalações irregulares na Fronteira Oeste

A atuação da população por meio de denúncias anônimas ajudou a CPFL RGE a regularizar 539 instalações com irregularidades na região da Fronteira Oeste ao longo de 2025. Segundo a distribuidora, foram recebidas 1.710 denúncias no período, que resultaram em inspeções técnicas, operações com apoio policial e na recuperação de mais de 881 MWh de energia desviada.
O volume recuperado equivale ao consumo médio anual de cerca de 437 residências.
De acordo com o gerente de Gestão de Energia e Receita do Grupo CPFL, Daniel Carvalho, as denúncias contribuem para melhorar a qualidade do fornecimento e ampliar a segurança da população.
“Ao fazer uma denúncia, o cliente está ajudando não somente a tornar o fornecimento de energia melhor e mais justo, mas protegendo vidas. É uma ação individual que contribui com a coletividade”, afirmou.
Entre os municípios da Fronteira Oeste com maior número de fraudes e furtos de energia identificados, Uruguaiana aparece em primeiro lugar, com 175 casos registrados. Alegrete ocupa a segunda posição, com 92 ocorrências, seguido de Santana do Livramento e Itaqui, ambos com 81 casos.
 
Cidades com maior número de fraudes identificadas
 
Município    Denúncias           Fraudes
Uruguaiana         419                175
Alegrete             283                 92
Santana do Livramento 432        81
Itaqui                         201         81
Rosário do Sul             168         43

As ligações clandestinas, conhecidas popularmente como “gatos”, além da adulteração de medidores, representam riscos à segurança da rede elétrica e da população. Conforme a CPFL RGE, essas conexões ilegais podem provocar sobrecarga no sistema, interrupções no fornecimento, curtos-circuitos, incêndios e até acidentes fatais.
 
Fraudes podem aumentar custo da energia
A distribuidora também alerta que os furtos e fraudes impactam diretamente no custo da energia elétrica. Segundo Daniel Carvalho, parte das chamadas perdas não técnicas é considerada nos processos de revisão tarifária realizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
“Parte das perdas não técnicas, classificação dos furtos e das fraudes, é considerada nos processos de revisão tarifária da ANEEL, o que pode encarecer a conta para todos”, explicou.
O furto de energia é considerado crime no Brasil, com pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa. Nos casos de fraude, como adulteração de medidores e instalação de dispositivos para desvio de energia, as penalidades podem ser ampliadas.
 
Tecnologia amplia combate às irregularidades
 
A CPFL RGE informou ainda que investiu R$ 31,5 milhões em 2025 em tecnologias de combate a fraudes e furtos de energia. Entre as medidas adotadas estão a instalação de caixas invioláveis, medidores coletivos instalados em postes e sistemas blindados com monitoramento remoto, especialmente para consumidores industriais.
Segundo a empresa, as soluções ajudam a aumentar a segurança das instalações e a confiabilidade das medições.
 
Como denunciar
As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo aplicativo da CPFL Energia ou pelo site da empresa.

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