A história de Mariani Gomes: a moça das pipocas coloridas

Há 3 anos, Mariani mudou sua vida através das pipocas coloridas
Na vida, a gente sempre faz algo pela dor ou para obter prazer. Buscamos coisas motivadas por algo ou alguém, por algum motivo. E o motivo de Mariani Alves Godoy Gomes tinha nome: Lorenzo.
Lorenzo
O menino que acabara de nascer, fez com que aos 24 anos, a mãe que lutava por dias melhores desde os 16, tivesse que ficar em casa de licença-maternidade.
Era o momento de se dedicar ainda mais, ao lindo menino que acabara de nascer. Porém, nos preparativos da festa de aniversário de seu filho, Mariani - que não aguentava ficar parada em casa - fez uma escolha que mudaria para sempre a sua vida: procurou na internet, uma receita sobre pipocas coloridas para a festinha de seu filho.

As pipocas foram um sucesso e Mariani decidiu: vou vender pipocas coloridas para as pessoas.
O negócio que começava há 3 anos, numa fria sexta-feira à noite, tinha tudo para dar certo, pois, na festa tinha sido um sucesso. Tinha, pois ao ir vender na praça, Mariani, teve uma decepção: ninguém comprou.
Entretanto, nossa personagem não se deu por vencida: encapou uma caixa de papelão com 20 pacotes e foi à luta, vendendo tudo. No domingo, foi novamente e vendeu mais rápido ainda.
Três dias depois, a vida colocara na mãos de Mariani o seu maior desafio. Ao avistar o amigo e empresário Paulo Schneider, com quem havia trabalhado na Escola Fisk, disse-lhe: "Vou abrir meu negócio, vendendo pipocas coloridas", disse toda entusiasmada.
E o amigo lhe fez um pedido de 200 sacos, Mariani sequer tinha dinheiro para atender a demanda e o empresário lhe disse: "Eu pago adiantado", contou.
O gesto do amigo até hoje é lembrado por Mariani. "O Paulo é uma das pessoas mais bondosas que eu conheço", frisou.
A partir daí, Mariani, não parou mais e juntamente com o filho Lorenzo e seu inseparável esposo Giordano, a empresária seguiu alçando voos mais altos, trabalhando em vários eventos na cidade, divulgando a sua marca, com jaleco feito por sua mãe e sua avó, camisetas escritas a caneta, até ao pipocão em mdf, que arrumou emprestado com uma amiga, tudo isso porque ela não deixava de acreditar em seu sonho.
Na Expofeira, a projeção de seu trabalho



A empresária queria ir além e, decidiu que as pipocas coloridas da Mari agora iriam aparecer na Expofeira Agropecuária, porém, quando soube que para divulgar seus produtos no local, o valor seria de R$ 1.500,00 - dinheiro que ela não tinha - pensou em desistir, até que a organização do evento, viu em Mariani o brilho no olhar de uma lutadora e, percebendo que a empresária queria muito estar ali, reduziu o valor e ainda fez em 3x. "Eu concordei na hora, mas mesmo assim ainda não tinha todo aquele dinheiro proposto, mas decidi que eu ia dar o meu máximo para pagar com o meu trabalho", conta Mariani que se revezava com o esposo e a prima, nos dias em que aconteceu o evento. Naqueles dias, Mari inovava novamente, ao trazer a pipoca gourmet.
A expansão através de seu trailer











Há cerca de um ano, a pipocas coloridas da Mari, se transformou em Food Happy, onde agora possui máquina de algodão, barraca de algodão doce (que foi adquirida com o dinheiro de uma capitalização feita no banco),  batata em espiral, batata e pipoca no pote, bolo, sorvete de algodão doce e é, claro, muitas pipocas coloridas.
Diariamente, Mari sai para fazer as suas entregas pela cidade
Quem quiser conhecer o trabalho de Mariani, pode entrar em contato com ela através do telefone (55) 99964.7724 ou ainda no facebook nas páginas Happy Food ou Pipocas Coloridas da Mari.
E, pensar, que ela poderia ter desistido naquela fria sexta-feira...









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