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sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Familiares de menina falecida organizam protesto sobre a necessidade de UTI Pediátrica em São Gabriel

Os familiares de Lívia Siqueira Rodrigues, de 2 anos, que faleceu vítima de meningite meningocócica nesta semana, estão organizando um protesto no próximo domingo, dia 15, para chamar a atenção sobre a necessidade da implantação de uma UTI Pediátrica em São Gabriel e também para protestar contra a negligência que teria ocorrido no atendimento à menina, o que pode ter sido determinante para sua morte.
A mãe da menina, Roze Luiza Ribeiro, informa que a mobilização está sendo organizada em grupos nas redes sociais e acontecerá a partir das 15 horas, com saída da antiga Estação Férrea. 
"Queremos alertar a comunidade, principalmente as mães que cuidem os sintomas que seus filhos tiverem, para poder atentar quanto aos problemas de saúde que eles podem ter, assim como sensibilizar as autoridades que busquem uma UTI Pediátrica para a cidade", afirmou em entrevista à Rádio São Gabriel.
Em 2017, uma frente parlamentar trouxe para São Gabriel a discussão em relação a implantação da UTI Pediátrica. Naquele ano, somente nos primeiros seis meses, os 12 municípios que integram o bloco que forma a Associação dos Municípios da Fronteira Oeste – Amfro registraram 45 mortes de crianças. Em São Gabriel, foram dois óbitos. A pauta foi a contratualização do serviço da UTI Pediátrica do Hospital de Santa Casa de São Gabriel por parte dos municípios da região.
O credenciamento do serviço, que ainda não aconteceu, é visto como único obstáculo para colocar o projeto de instalação da UTI em funcionamento, uma vez que os secretários da Saúde e vereadores dos municípios da região exigem a confirmação do processo como garantia para assinarem o convênio autorizando as Câmaras de Vereadores repassarem recursos para estruturação da Unidade.
A família da menina acusa de negligência, tanto o médico quanto a Santa Casa de Caridade, eis que a criança foi levada ao Pronto Atendimento 24 Horas uma semana antes da morte, bem como a falta de orientação correta para o tratamento certo. Foi também tentado um exame de sangue para identificar a doença, o que teria sido negado. A questão é que os trâmites para uma UTI pediátrica esbarram na burocracia imposta pelos Governos Federal e Estadual, além da alegação que já existem UTIs em Alegrete e Uruguaiana, o que está impedindo sua implantação em São Gabriel.