São Gabriel decreta situação de emergência por causa da falta de chuva

O município de São Gabriel decretou situação de emergência por causa da seca e falta de água potável em comunidades da zona rural. O decreto - que tornou oficial o ato - foi assinado pela prefeita em exercício Karen Lannes na manhã desta quinta-feira (09).
A decisão aconteceu após reunião da prefeita com o superintendente regional do Incra/RS, Tarso Teixeira, e os secretários municipais de Desenvolvimento Rural, Carlos Cléber Dias Leal, e de Obras, Ricardo Júnior. Este último ainda integra a Defesa Civil como coordenador.
Levantamento feito pela Prefeitura - tendo como base relatórios de instituições como Incra, Emater, São Gabriel Saneamento e Defesa Civil - revela prejuízos consideráveis em lavouras de arroz e soja, atingindo também culturas como milho e hortifrutigranjeiros, assim como o abastecimento de água em assentamentos e outras comunidades rurais. 
O documento também aponta prejuízos na bovinocultura de corte, com perda das pastagens e diminuição de peso do gado, e ainda outras culturas importantes para o Município, como apicultura, silvicultura e olericultura.
A prefeita em exercício chama atenção para os reflexos da seca na economia municipal. "Com a produção sofrendo, aumentam os preços e diminui o consumo", comenta.

AÇÃO EMERGENCIAL
A Prefeitura, através de uma parceria com o Exército Brasileiro e São Gabriel Saneamento, está levando água potável para a população da zona rural. 
Caminhões pipas do Exército estão distribuindo água, nesta quinta-feira, para moradores do Assentamento Conquista do Caiboaté. Na sexta-feira, serão assistidas as comunidades do Cristo Rei e Novo Rumo. 
O Coordenador da Defesa Civil e secretário de Obras, Ricardo Júnior confirma demanda da Prefeitura no sentido de distribuir reservatórios em várias regiões da zona rural. A projeção é de 200 caixas de água divididas entre as comunidades mais afetadas pela seca. 
"Hoje, como não tem como manter a água armazenada, a comunidade recebe água e amanhã já está precisando novamente... as pessoas estão armazenando em baldes e panelas. Fica muito difícil", argumentou.

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