André Focaccia diz que é contra a venda de área no Tiarajú sem a definição da aplicação

Em 30 de abril, a Prefeitura Municipal protocolou o projeto de lei nº 035/2020 para alienar uma área rural, de propriedade do município, com área total de 308 hectáres, no distrito do Tiarajú, com valor avaliado de R$ 15.009,36 por hectare. 
Segundo o projeto, a alienação será por processo licitatório na modalidade de Concorrência Pública e os valores oriundos da venda do imóvel serão utilizados especificamente em despesas envolvendo atividades afeitas a área da infância e juventude.
O referido projeto gerou manifestações, em redes sociais, por parte dos vereadores Rossano Farias, Vagner Aloy Rodrigues (Maninho) e do Secretário da Fazenda, Artur Goularte (Tuca).
Na última sessão da Câmara, o Vereador André Focaccia, do PSD, manifestou a sua posição sobre a venda.
André diz que é contra a venda sem a definição da aplicação, pois segundo ele, vender e deixar aplicado para depois ver o que vai fazer, o dinheiro acaba.
"Hoje vender propriedade rural, só é bom para o comprador", comparou.
Entretanto, o vereador acredita na boa intenção do prefeito visto que na gestões de Rossano foi adquirido o Ginásio São Gabriel e trazido o Colégio Tiradentes e logo, o prefeito já deva ter em mente, onde aplicar o valor, senão, na opinião dele, precisa se estudar melhor o que será feito e onde será aplicado.
"Com certeza, esse valor será aplicado no município da melhor forma possível. Mas, na minha opinião, dinheiro de imobilizado, deve continuar imobilizado, em patrimônio do município", disse André que sugeriu, como exemplo, a aquisição do antigo prédio da Urcamp, localizado na Rua Barão do Cambay.

O QUE DISSERAM FARIAS, MANINHO E TUCA:
Rossano Farias disse que pode ser feita uma Escola Técnica Agrícola no local e não vender a área.
"O homem do campo está precisando de qualificação e o prefeito quer vender a área. Aqui pode ser feita uma Escola Técnica Agrícola", disse.
Maninho sugeriu a criação de uma fazenda terapêutica no local.
"Hoje, temos aproximadamente 3600 pessoas que são dependentes entre álcool e drogas em nosso município. Sugiro utilizar o local para salvar vidas e famílias através do projeto de uma fazenda terapêutica, o que seria de suma importância", ressalta o vereador tucano.
Já o Secretário da Fazenda, Artur Goularte (Tuca), esclareceu sobre a venda em resposta a live do vereador Farias.
"A área era da Fundação Agrária e Profissional do Patronato. O Ministério Público ingressou com uma ação há alguns anos para a extinção da área do Patronato e o juíz de Direito da 1ª Vara extingiu, passando para o município de São Gabriel, porém isso tudo está anexado ao projeto, que diz que esse recurso deverá ser destinado a atividades afeitas a área da infância e juventude, como determina o Estatuto do antigo Patronato. Está tudo transparente", disse Tuca.

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