"A falta de investimentos do Estado e União em novos leitos levou a região de São Gabriel à bandeira vermelha", diz Rossano

O prefeito Rossano Gonçalves foi enfático ao afirmar que dois motivos levaram a região fronteira oeste à bandeira vermelha. Primeiro, alguns municípios - em decorrência de uma parceria com a Unipampa - passaram a testar mais casos de COVID-19 em razão da agilidade no processo de exames RT-PCR. 
Segundo e principalmente, as administrações estão sofrendo os reflexos da falta de investimentos dos governos do Estado e Federal em novos leitos de UTI.
Rossano informou que anunciará novas medidas na próxima segunda-feira (15), mas adianta que deverá seguir as determinações impostas pelo decreto estadual, ou seja, o comércio será bastante afetado.
O texto estadual prevê o fechamento completo daqueles estabelecimentos que não forem considerados essenciais.
“Muito ruim para a nossa economia. Estamos cientes que o problema não está no comércio, mas precisamos seguir o rigor imposto pelo governo do Estado. Não temos como ser mais rigorosos, porque o governador já adotou medidas extremas e também não podemos ser menos rígidos, pois o Ministério Público cobra da Prefeitura˜, argumentou.

REUNIÃO
Rossano quer mobilizar as lideranças da fronteira oeste e deverá organizar uma videoconferência com os prefeitos da AMFRO na próxima segunda-feira.
Desde março, o prefeito de São Gabriel vem chamando a atenção do Estado para a deficiência de leitos de UTI (principalmente no Município) e alertando para os meses mais problemáticos (junho, julho e agosto). Nenhum dos pedidos da Prefeitura foi atendido pelo Governo do Estado.
“Lamentamos, porque estamos sendo penalizados por testar mais que nas demais regiões, mas, principalmente, porque nossos pleitos não foram atendidos. A situação que estamos hoje, não é culpa dos prefeitos. É culpa do Estado e da União que não ampliaram os leitos de UTI. Desde março, estamos alertando que estes seriam os meses mais complicados”, finalizou.

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