Rossano cobra do Governo do Estado investimentos em novos leitos de UTI e retorno da cogestão


Prefeitos da Associação dos Municípios da Fronteira Oeste (AMFRO) formalizaram uma carta de reivindicações para o governo do Estado. A decisão aconteceu na manhã deste domingo (7), em reunião virtual, reunindo lideranças dos Municípios da região. Participaram os prefeitos de Itaqui, Leonardo Benin; de São Borja, Eduardo Bonotto; de Santana do Livramento, Ana Tarouco; de Maçambará, Adriane Schramm; de Alegrete, Márcio Amaral; de Barra do Quaraí, Maher Jaber; de Itacurubi, Gelson Soares; de Manoel Viana, Jorge Gustavo Costa Medeiros; de Rosário do Sul, Vilmar Oliveira; de Santa Margarida do Sul, Olmiro Ricardo; e de São Gabriel, Rossano Gonçalves. As discussões foram coordenadas pelo presidente da Associação, prefeito de Uruguaiana, Ronnie Colpo Mello com a presença do advogado Vladimir Chieli, da CDP Consultoria em Direito Público e do assessor técnico na área de saúde da Famurs, Paulo Azeredo.

A Assembleia Legislativa do RS aprovou, no dia 23 de fevereiro, o Projeto de Lei número 11 que autoriza o governo do estado a usar recursos próprios para a compra de vacinas contra a Covid-19. No entanto, a maioria dos Municípios é contrária a aquisição, entendendo que trata-se de uma obrigação da União e de que somente o governo federal possa, no momento, comprar e fazer uso através do plano de imunização nacional.
O prefeito Rossano Gonçalves defende o uso destes recursos (estimados em R$ 1,5 bilhão) na implantação de novos leitos para pacientes em tratamento contra a Covid-19.
Além disso, o prefeito também defende o retorno do Sistema de Cogestão, entendendo que cada Prefeitura tem condições de implantar medidas sanitárias de acordo com a sua realidade. A proposta também foi apresentada, ainda na manhã de hoje, em reunião com presidentes de seis associações de municípios.
No encerramento da reunião virtual, o prefeito de São Gabriel enfatizou a sua posição. “Não sou a favor de fechar o comércio e penalizar, principalmente, os pequenos. Mas estamos engessados, sendo obrigados pelo governo do estado a multar e impedir que o cidadão possa trabalhar. Queremos mudar essa decisão. Queremos ter o direito de estabelecer medidas de acordo com a situação que enfrentamos na nossa comunidade; e sem imposições”, argumentou.

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