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Impactos do vendaval: Defesa Civil atuou na contenção dos estragos

Muro do estádio

Passados alguns dias da chuva de granizo com vendaval registrada entre a noite de domingo, 27, e todo o dia de segunda-feira, 28 de fevereiro, a Defesa Civil Municipal compilou um relatório dos estragos e das ações de contingência implementadas pelo Poder Público. Os dados meteorológicos do INMET (Instituto de Meteorologia do Rio Grande do Sul a precipitação total registrou 5,2 milímetros de chuva no sábado, dia 27. No domingo, 84,4 milímetros, e na segunda-feira, 0,2 milímetros, segundo a medida oficial. Mas em algumas localidades, como o distrito de Azevedo Sodré, os relatos informam chuvas de 90 a 140 milímetros, com estragos significativos.

Destelhamento parcial da agroindústria de mandioca do Assentamento Guajuviras

Na zona urbana da cidade, segundo o coordenador municipal da Defesa Civil e secretário municipal de Segurança e Cidadania, Antonio Vitor Teixeira, apenas duas residências solicitaram atendimento por conta do destelhamento provocado pelas chuvas. Um muro de uma empresa comercial e uma parte do muro do Estádio Sílvio Faria Corrêa cederam, além do tapume da construção do Cine Teatro Harmonia. “Em todas estas situações, a Defesa Civil agiu tempestivamente”, ressalta o coordenador.

Caixa d'água comunitária do assentamento desabou

Na zona rural, alguns incidentes foram reportados. Segundo o extensionista-chefe do Escritório local da EMATER, Guilherme Coradini, os danos maiores foram no Assentamento Guajuviras, em Azevedo Sodré, sob responsabilidade administrativa do Incra. “O vento quebrou muitas árvores, arrancou a caixa d’água comunitária do assentamento, destelhou a cobertura da mangueira coletiva e parte da cobertura da agroindústria de mandioca, junto ao salão comunitário. Outras localidades também registraram queda de telhas, soterramento e inutilização de pivôs de irrigação, depredação de maquinário, entre outros incidentes. 
A SECA – O impacto da chuva deste feriado de carnaval na severa estiagem que assola a região desde dezembro do ano passado não recupera os danos já ocorridos nas culturas de verão, mas ameniza os efeitos na vida dos produtores rurais, em especial os agricultores familiares. É o que diz Guilherme Coradini, pela Emater, instituição que presta assistência às famílias do campo mediante convênio com a prefeitura há exatos 50 anos. “Apesar de não recuperar o que já se perdeu, a chuva ao menos recupera bastante a condição do pasto nos campos nativos e nas pastagens cultivadas de verão, além de melhorar o nível de água nas barragens de irrigação de arroz, açudes e bebedouros de dessedentação animal”, ressalta. “Além disso, a chuva também viabiliza o andamento das lavouras de soja e milho que foram plantadas bem no tarde, e recupera um pouco da condição dos pomares de citros, oliveiras e nogueiras”, assinala.
A Situação de Emergência na Zona Rural de São Gabriel em função da estiagem foi decretada pelo prefeito Rossano Gonçalves através do Decreto n. 10/2022, de 28 de janeiro de 2022, homologada pelo Governo do Estado através do Decreto Estadual 56.376, de 10 de fevereiro de 2022, e reconhecida pelo Governo Federal em decreto do Ministério do Desenvolvimento Regional, publicado na edição de 16 de fevereiro.

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