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Laudo aponta que Gabriel morreu por hemorragia interna

A morte de Gabriel Marques Cavalheiro, de 18 anos que foi encontrado morto submerso após uma abordagem policial foi causada por hemorragia interna, de acordo com o laudo divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP). 
Em entrevista coletiva concedida ao lado de representantes da Polícia Civil, da Brigada Militar e da Secretaria da Segurança Pública, a diretora-geral do IGP, Heloísa Helena Kuser, informou ainda que o laudo aponta "sinais de ação por instrumento contundente". 
Gabriel foi encontrado morto em 19 de agosto em um açude no interior do município, depois de uma semana desaparecido.
No último dia 12, o jovem foi abordado por policiais militares e desapareceu após entrar na viatura. Testemunhas ouvidas pela polícia apontaram que Gabriel foi agredido pelos três policiais com "pelo menos dois ou três golpes de cassetete" e estava imóvel ao ser colocado dentro da viatura.
De acordo com o chefe da Polícia Civil, delegado Fábio Motta Lopes, o laudo apresentado pelo IGP "confirma a versão que as testemunhas já haviam apresentado na investigação" e reforçam os indícios colhidos pela polícia, que levaram ao pedido de prisão preventiva por suspeita de homicídio duplamente qualificado na semana passada.
O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Claudio dos Santos Feoli, também afirmou que o laudo reforça a ideia de que a morte de Gabriel foi "homícidio doloso".
"[Os indícios apontados no laudo pericial] nos motivam ao encaminhamento, nas próximas horas, de um inquérito policial militar para a Justiça Militar", disse. Segundo ele, serão apontados crimes militares como falsidade ideológica e ocultação de cadáver, além de outras "condutas transgressionais".
Além disso, segundo o comandante-geral, será aberto um procedimento chamado conselho de disciplina, que deve levar à exclusão dos três policiais dos quadros da Brigada Militar.
 
Fonte: G1

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