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CASO GABRIEL: Homem preso no sábado afirma ter sido coagido por PMs

O homem de 59 anos preso no sábado (3), em Santa Maria, prestou depoimento à Polícia Civil e negou participação no crime.
Nesta segunda-feira (5), a Defensoria Públlica do Estado (DPE), que representa o homem, disse que ele relatou à juíza na audiência de custódia realizada na Vara de Execuções Criminais, em Santa Maria "que sofreu lesões e que teria sido coagido por policiais militares para confessar o homicídio do jovem".
Segundo a DPE, a juíza determinou que fosse encaminhada cópia da audiência para o Ministério Público responsável pela Auditoria Militar e para a Corregedoria da Brigada Militar para a apuração dos fatos. 
 
Prisão
Após ser levado à delegacia de pronto atendimento pela BM, ele foi conduzido para o Presídio Estadual de Santa Maria. No domingo, 4, a corregedoria da BM informou que ouviria a versão do homem.
De acordo com a ocorrência policial feita na noite de sábado, 3, a BM procurou o homem após receber uma informação do setor de inteligência de que ele teria comentado com outra pessoa ser responsável pelo crime.
Ainda segundo o registro, os policiais militares prenderam Elton Luis Rossato Gabi em frente a sua casa, no bairro Noal, em Santa Maria. A polícia não informou por qual crime ele estava foragido.
Elton então afirmou ter sido contratado para matar Gabriel por R$ 15 mil. Disse aos policiais que recebeu um aviso de que o jovem estaria na localidade de Lava Pé, em São Gabriel. Contou que foi ao local, matou Gabriel usando o cabo de um machado e usou seu carro para deixar o corpo no açude, onde o jovem foi encontrado.
Um dos delegados que trabalha na investigação da morte de Gabriel, Luis Eduardo Benites, disse que há forte indicativo de que a confissão seja falsa.
O corregedor da Brigada Militar, Coronel Vladimir da Rosa, disse ainda ser cedo para comentar o caso. "A Brigada Militar está atenta a tudo e fazendo as investigações devidas, sempre", comentou.
O inquérito policial sobre a morte de Gabriel foi entregue ao Ministério Público na quinta-feira (1) e indiciou por homicídio triplamente qualificado os três policiais presos por morte do jovem. Segundo o delegado Luis Eduardo Benites, se a confissão de Elton preso for falsa, ele pode responder pelo crime de falsa comunicação de crime e contravenção penal.
Maurício Custódio, advogado do sargento Arleu Junior Cardozo Jacobsen, disse que aguarda que as autoridades colham o depoimento de Elton e que o fato "no mínimo implode as versões que foram divulgadas pela Brigada Militar e pela Polícia Civil". A defesa do policiais Raul Veras Pedroso e Cleber Renato Ramos de Lima ainda não respondeu aos contatos.

Com informações do G1

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