Justiça envia a júri acusado de matar ex-companheira em São Gabriel
A Vara Criminal de São Gabriel decidiu que o homem de 57 anos acusado de matar a ex-companheira com uma facada, durante a Sexta-feira Santa de 2025, será levado a júri. A decisão foi assinada pela juíza Liz Gratchen no sábado, 25, que também determinou a manutenção da prisão preventiva do réu.
O crime ocorreu em 18 de abril de 2025, em uma residência situada ao lado da UBS Brandão Júnior. Conforme a investigação, Gilberto Artifon, conhecido como Nenê, teria atacado Juliana Proença Luiz, de 47 anos, após um desentendimento. O Ministério Público o denunciou por feminicídio, com qualificadoras de violência doméstica, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Durante a instrução do processo, foram ouvidas 14 testemunhas, além do interrogatório do acusado. A denúncia aponta que Juliana foi atingida no pescoço por um golpe de faca dentro da casa do réu. O laudo médico indicou hemorragia externa e asfixia como causas da morte, ambas provocadas pela lesão cortante.
A defesa tentou impedir o envio do caso ao júri, pedindo absolvição ou impronúncia sob a alegação de legítima defesa. O argumento, porém, não foi aceito nesta fase. A decisão ainda pode ser contestada, e o prazo para recurso é de cinco dias após a notificação.
Relembre o caso
O episódio ocorreu na rua Alcides Maia, em pleno feriado religioso. Segundo o relato do próprio acusado, Juliana teria entrado na residência para agredi-lo, e ele teria reagido com a facada que resultou em sua morte. Após o crime, Artifon fugiu, sendo localizado pela Brigada Militar em uma área do bairro Tiaraju.
O caso integrou um fim de semana marcado por violência contra mulheres no Rio Grande do Sul, quando dez feminicídios foram registrados no Estado.
Ainda não há data definida para o julgamento.







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