Coluna Ponto de Vista

Médico investigado na Operação Placebo nega irregularidades e diz confiar na Justiça

O médico oncologista Fernando Borges da Silva, de Santa Maria, alvo de mandado de busca e apreensão durante a Operação Placebo, deflagrada nesta segunda-feira (29), negou ter praticado qualquer conduta ilícita. A investigação da Polícia Civil apura um suposto esquema de fraudes no fornecimento de medicamentos de alto custo destinados a pacientes com câncer, custeados com recursos públicos.
Em nota encaminhada à imprensa, o advogado Daniel Tonetto, que representa o médico, informou que Fernando Borges da Silva está à disposição da Justiça e confia que os fatos serão esclarecidos ao longo das investigações.
"Na qualidade de defensor do médico investigado, informamos que ele nega a prática de qualquer conduta ilícita, está à disposição da Justiça e confia que os fatos serão devidamente esclarecidos no curso das investigações", diz a nota.
Segundo a Polícia Civil, o oncologista é investigado por supostamente captar pacientes e encaminhá-los a advogados também investigados, que ingressariam com ações judiciais para obtenção dos medicamentos. Por decisão judicial, ele teve o exercício profissional suspenso de forma cautelar.
A Santa Casa de Caridade de São Gabriel informou que o médico foi afastado das atividades na instituição. O hospital destacou que o serviço de oncologia era terceirizado.
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) informou que instaurará uma sindicância para apurar os fatos assim que receber oficialmente as informações da investigação.
Até o momento, a Polícia Civil identificou 39 possíveis vítimas do esquema. Dessas, sete morreram durante o tratamento oncológico. A investigação ainda apura se há relação entre os óbitos e os medicamentos fornecidos.

Fonte: G1 Notícias

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