Primeiro dia do júri do caso Gabriel Marques Cavalheiro tem depoimentos de familiares e delegado responsável pelo inquérito
Julgamento dos três policiais militares acusados pela morte de Gabriel Marques Cavalheiro começou nesta segunda-feira (29) e prossegue nesta terça-feira (30), em São Gabriel.
Foto: Marcelo Ribeiro/Portal Caderno 7
Foto: Marcelo Ribeiro/Portal Caderno 7
Começou nesta segunda-feira (29), no Fórum de São Gabriel, o julgamento dos três policiais militares acusados pela morte de Gabriel Marques Cavalheiro, de 18 anos. No primeiro dia do Tribunal do Júri, foram ouvidos os pais da vítima, o delegado responsável pela investigação e uma testemunha. A sessão foi encerrada por volta das 21h30 e foi retomada nesta terça-feira (30).
Os trabalhos iniciaram por volta do meio-dia, com o sorteio dos jurados. Em razão da partida da Seleção Brasileira pela Copa do Mundo de 2026, a sessão foi interrompida entre 13h30 e 16h30, sendo retomada no período da tarde.
Os réus — o sargento Arleu Júnior Cardoso Jacobsen e os soldados Cléber Renato de Lima e Raul Veras Pedroso — acompanharam presencialmente toda a sessão.
A primeira a prestar depoimento foi Rosane Machado Marques, mãe de Gabriel. Ela contou que o filho havia se mudado para São Gabriel para cumprir o serviço militar obrigatório e morava com um tio. Disse que o jovem pretendia seguir carreira no Exército, mas posteriormente manifestou o desejo de trabalhar como campeiro. Emocionada, afirmou que acreditava que o filho retornaria para casa e que sua vida mudou desde a morte dele.
Em seguida, foi ouvido Anderson da Silva Cavalheiro, pai da vítima. Ele descreveu Gabriel como um jovem respeitoso e afirmou que a família só tomou conhecimento da versão apresentada pelos policiais cinco dias após o desaparecimento. Também relatou que as primeiras imagens da abordagem chegaram à família apenas no sábado seguinte aos fatos.
Durante o depoimento, a defesa questionou Anderson sobre a jaqueta usada por Gabriel no dia do desaparecimento, provocando um momento de tensão. A juíza Liz Grachten interrompeu o interrogatório e orientou que a testemunha se limitasse a responder às perguntas formuladas.
Na sequência, prestou depoimento o delegado José Soares Bastos, responsável pela condução do inquérito policial. Ele afirmou que, após a localização do corpo, a Polícia Civil passou a tratar o caso como homicídio e declarou que os relatos de agressões apresentados por testemunhas eram compatíveis com os laudos periciais.
Segundo Bastos, a decisão de levar Gabriel até a barragem teria sido tomada ainda dentro da viatura. O delegado também afirmou que, nos primeiros dias da investigação, os policiais disseram apenas que haviam dado uma carona ao jovem, sem informar o local onde ele teria sido deixado. Conforme o depoimento, a versão mais detalhada surgiu somente após a análise das imagens e dos dados do GPS da viatura.
Ainda durante a oitiva, Bastos declarou que os ferimentos encontrados no corpo eram compatíveis com as agressões relatadas por testemunhas e afirmou estar convicto das conclusões do inquérito, segundo as quais as agressões provocaram a morte de Gabriel. Ele acrescentou que, pelas condições em que o corpo foi encontrado, o jovem não teria condições de caminhar sozinho pelo local.
O depoimento também foi marcado por um debate entre o delegado e um dos advogados de defesa, que questionou a condução da investigação.
A última testemunha ouvida no primeiro dia foi um morador da região onde o corpo de Gabriel foi localizado, que respondeu a perguntas sobre movimentações registradas nas proximidades.
Ao final da sessão, os pais de Gabriel concederam entrevista à imprensa. "Porque meu filho foi morto da maneira que foi morto? Voltamos à ditadura? Não importa quantos dias dure, mas queremos justiça pelo nosso filho", afirmou Rosane Machado Marques.
Antes do início do julgamento, o promotor de Justiça Eugênio Paes Amorim afirmou que a acusação apresentará provas que considera contundentes para sustentar a denúncia. Pela defesa, os advogados Jean Severo, Maurício Custódio e Vânia Barreto defendem a absolvição dos réus. "O verdadeiro assassino do Gabriel está solto", declarou Maurício Custódio.
Ao longo do julgamento, deverão ser ouvidas 20 testemunhas antes da fase de debates entre acusação e defesa.
Os trabalhos iniciaram por volta do meio-dia, com o sorteio dos jurados. Em razão da partida da Seleção Brasileira pela Copa do Mundo de 2026, a sessão foi interrompida entre 13h30 e 16h30, sendo retomada no período da tarde.
Os réus — o sargento Arleu Júnior Cardoso Jacobsen e os soldados Cléber Renato de Lima e Raul Veras Pedroso — acompanharam presencialmente toda a sessão.
A primeira a prestar depoimento foi Rosane Machado Marques, mãe de Gabriel. Ela contou que o filho havia se mudado para São Gabriel para cumprir o serviço militar obrigatório e morava com um tio. Disse que o jovem pretendia seguir carreira no Exército, mas posteriormente manifestou o desejo de trabalhar como campeiro. Emocionada, afirmou que acreditava que o filho retornaria para casa e que sua vida mudou desde a morte dele.
Em seguida, foi ouvido Anderson da Silva Cavalheiro, pai da vítima. Ele descreveu Gabriel como um jovem respeitoso e afirmou que a família só tomou conhecimento da versão apresentada pelos policiais cinco dias após o desaparecimento. Também relatou que as primeiras imagens da abordagem chegaram à família apenas no sábado seguinte aos fatos.
Durante o depoimento, a defesa questionou Anderson sobre a jaqueta usada por Gabriel no dia do desaparecimento, provocando um momento de tensão. A juíza Liz Grachten interrompeu o interrogatório e orientou que a testemunha se limitasse a responder às perguntas formuladas.
Na sequência, prestou depoimento o delegado José Soares Bastos, responsável pela condução do inquérito policial. Ele afirmou que, após a localização do corpo, a Polícia Civil passou a tratar o caso como homicídio e declarou que os relatos de agressões apresentados por testemunhas eram compatíveis com os laudos periciais.
Segundo Bastos, a decisão de levar Gabriel até a barragem teria sido tomada ainda dentro da viatura. O delegado também afirmou que, nos primeiros dias da investigação, os policiais disseram apenas que haviam dado uma carona ao jovem, sem informar o local onde ele teria sido deixado. Conforme o depoimento, a versão mais detalhada surgiu somente após a análise das imagens e dos dados do GPS da viatura.
Ainda durante a oitiva, Bastos declarou que os ferimentos encontrados no corpo eram compatíveis com as agressões relatadas por testemunhas e afirmou estar convicto das conclusões do inquérito, segundo as quais as agressões provocaram a morte de Gabriel. Ele acrescentou que, pelas condições em que o corpo foi encontrado, o jovem não teria condições de caminhar sozinho pelo local.
O depoimento também foi marcado por um debate entre o delegado e um dos advogados de defesa, que questionou a condução da investigação.
A última testemunha ouvida no primeiro dia foi um morador da região onde o corpo de Gabriel foi localizado, que respondeu a perguntas sobre movimentações registradas nas proximidades.
Ao final da sessão, os pais de Gabriel concederam entrevista à imprensa. "Porque meu filho foi morto da maneira que foi morto? Voltamos à ditadura? Não importa quantos dias dure, mas queremos justiça pelo nosso filho", afirmou Rosane Machado Marques.
Antes do início do julgamento, o promotor de Justiça Eugênio Paes Amorim afirmou que a acusação apresentará provas que considera contundentes para sustentar a denúncia. Pela defesa, os advogados Jean Severo, Maurício Custódio e Vânia Barreto defendem a absolvição dos réus. "O verdadeiro assassino do Gabriel está solto", declarou Maurício Custódio.
Ao longo do julgamento, deverão ser ouvidas 20 testemunhas antes da fase de debates entre acusação e defesa.







Disk-notícia:(55)9 9664.2581