Coluna Ponto de Vista

Diretor do Foro destaca fortalecimento da Comarca com chegada de novo juiz titular da 2ª Vara Cível

A posse do juiz Rodrigo Aita como novo titular da 2ª Vara Cível de São Gabriel representa um importante reforço para a estrutura do Poder Judiciário local. A avaliação é do diretor do Foro da Comarca, juiz Frederico Ribeiro de Freitas Mendes, que recepcionou o novo magistrado durante a solenidade realizada nesta quinta-feira.
Em entrevista à Rádio Batovi, Frederico destacou que a comarca passa a contar novamente com juízes titulares nas três unidades judiciais, o que deve refletir em maior agilidade na prestação jurisdicional.
"É um momento muito importante para o Judiciário. Estamos recebendo um novo magistrado e motivados com o compromisso de entregar uma prestação jurisdicional rápida, célere e eficiente. Toda a comunidade de São Gabriel tem a ganhar. Agora finalmente contamos com as três unidades com juízes titulares", afirmou.
O diretor do Foro lembrou que Rodrigo já conhece a realidade do município por ter atuado como defensor público antes de ingressar na magistratura.
 
Colegas de turma
 
Frederico ressaltou ainda a afinidade profissional existente entre os magistrados da comarca. Ele, Rodrigo Aita e a juíza Liz Grachten, titular da Vara Criminal, ingressaram na magistratura no mesmo concurso.
Segundo ele, essa proximidade favorece o trabalho conjunto e fortalece a gestão da Justiça local.
"Somos da mesma turma, já nos conhecíamos antes e compartilhamos os mesmos valores em relação ao compromisso com o trabalho e à responsabilidade do cargo. Essa sintonia facilita o debate de ideias e a busca por soluções para tornar o Judiciário cada vez mais eficiente e próximo das expectativas da sociedade", destacou.
 
Gestão também faz parte da magistratura

Além da atividade jurisdicional, Mendes lembrou que o magistrado exerce importantes funções administrativas, muitas vezes pouco conhecidas pela população.
Segundo ele, cabe ao diretor do Foro administrar a estrutura física do fórum, acompanhar despesas, gerir servidores, supervisionar contratos e fiscalizar os serviços extrajudiciais, como os cartórios.
"O Judiciário possui uma atividade extrajurisdicional muito relevante, embora nem sempre seja percebida pela sociedade. A administração do fórum, a gestão de servidores, orçamento, manutenção da estrutura e a fiscalização dos cartórios também fazem parte das atribuições dos magistrados", explicou.
 
Informatização amplia desafios

O diretor do Foro também abordou o impacto da informatização da Justiça, especialmente com a utilização do sistema eproc.
Embora considere a plataforma um grande avanço tecnológico, observou que a velocidade com que os processos tramitam eletronicamente exige uma capacidade de resposta cada vez maior por parte das equipes.
"O eproc é um sistema fantástico, mas a evolução da informática é muito rápida. A quantidade de processos acaba sendo superior à capacidade humana de trabalho, o que torna a gestão um desafio permanente", afirmou.
Durante a entrevista, o magistrado também observou que o Rio Grande do Sul registra um número de processos significativamente superior ao de outros estados brasileiros, realidade que pode estar relacionada, entre outros fatores, à cultura de judicialização existente no Estado.
"Acredito que exista, sim, uma influência cultural na maior procura pelo Judiciário no Rio Grande do Sul. Mas também há fatores econômicos e sociais envolvidos. Não é possível atribuir essa realidade a uma única causa", ponderou.
 
Transparência e papel da imprensa

Ao falar sobre a relação entre o Judiciário e a sociedade, Frederico Mendes defendeu uma atuação transparente e reconheceu a importância da imprensa como elo entre o Poder Judiciário e a população.
Para ele, o direito à informação é um dos pilares do Estado Democrático de Direito e deve caminhar ao lado da responsabilidade na divulgação dos fatos.
"O direito à informação está entre os pilares do Estado Democrático de Direito. Sem imprensa livre não existe controle social. As informações do Judiciário precisam ser transparentes, mas também transmitidas com responsabilidade, evitando desinformação e interpretações equivocadas. Afinal, quem fiscaliza o Poder Judiciário é a própria sociedade", concluiu.

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